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Cheia segue em ritmo forte em Manacapuru e Itacoatiara

Municípios da região metropolitana de Manaus enfrentam dramas causados pela subida natural das águas dos rios Solimões e Amazonas 29/05/2015 às 11:27
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Com o Solimões registrando segunda maior cota da história, Manacapuru tem ruas invadidas por águas
OSWALDO NETO Manaus

Cruzando a ponte Rio Negro, o município de Manacapuru (a 69 quilômetros de Manaus) vem amargando os prejuízos causados pela cheia do rio Solimões. A cota de 20,37 metros foi registrada na última quarta-feira e  pode ser considerada a segunda maior cheia da história na cidade. Os problemas podem ser observados em boa parte do município, que integra a Região Metropolitana de Manaus e apresenta mais de seis mil famílias desalojadas até o momento.

Ernane Afonso, 28, conta que teve que sair da casa onde morava, no bairro Correnteza devido à invasão das águas. Hoje a área encontra-se alagada, o que obrigou ele e e outros moradores a ocuparem sem permissão uma área na rodovia Manoel Urbano (AM-070). “Aqui é invasão mas não alaga. Lá (bairro Correnteza) a água cobria toda a pessoa. Perdemos nosso modo de viver”.

A realidade dos moradores afetados pela enchente, que se concentram principalmente na área rural do município, foi relatada pelo secretário municipal de Governo e Planejamento de Manacapuru, Wanderley Barroso. Ele disse que a prefeitura vem “se virando” para dar auxílio e mantimentos aos afetados. “Os maiores prejuízos são nas áreas de várzea, onde são plantados alimentos como maracujá, banana, mamão e macaxeira. A prefeitura vem se virando na distribuição de aluguel-social e solicitamos ajuda humanitária  do governo”, informou o secretário.

Segundo Barroso, 1,8 mil  alugueis sociais estão sendo bancados pelo município. Ao todo, a coordenação regional da Defesa Civil estima que mais de 30 mil pessoas tenham sido afetadas diretamente pela enchente do Solimões. Conforme o secretário, o prefeito da cidade, Jaziel Alencar, decretou no dia 12 de maio em âmbito municipal a Situação de Emergência de Manacapuru.

Itacoatiara

Moradora de uma das áreas mais movimentadas do município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), a gerente Rosana Menezes, 27, não registrou a entrada de nenhum cliente  no hotel em que trabalha em pelo menos três semanas. Isso porque a cheia do rio Amazonas na cidade vem deixando o município do Médio Amazonas em Situação de Alerta. “Não tem hóspede. O prejuízo é bem grande porque é daqui que tiramos o nosso sustento”, afirmou.

Conforme a coordenação regional da Defesa Civil no município, assim como Rosana,  mais de quatro mil famílias foram afetadas na cidade por conta da cheia do rio, que registrou ontem a cota de 14,83 centímetros. A Defesa Civil do Estado informou que falta apenas 12 centímetros para a cota  alcançar o nível registrado em 2014, que foi  de 14,95 metros.

A coordenação do órgão ainda informou que 19 bairros do município foram afetados, prejudicando a mobilidade  e infraestrutura. Em relação ao ensino, 31 escolas em área de várzea estão fechadas. Cerca de 1.200 alunos seguem sem previsão para o retorno às aulas, conforme a Defesa Civil. 

Tabatinga

Já com Situação de Emergência reconhecida pelo Estado, o Município de Tabatinga, no Alto Solimões, registrou o menor nível do Solimões em uma semana. Após quase quinze dias de subida do rio, que chegou a 13,78 metros no dia 20, marcou a cota de 13,65 ontem. Em todo o Estado, conforme último balanço divulgado pela Defesa Civil, 23 municípios seguem em Situação de Emergência. Boca do Acre figura como a única cidade em calamidade pública reconhecida pelo Estado

Boca do Acre

A Secretaria Nacionalo de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional  liberou o empenho e repasse de  recursos  adicionais ao  Município de  Boca  do Acre  no  valor  de R$  433.840,00  para a execução de ações de Socorro, Assistência às vítimas e Restabe-lecimento de     serviços essenciais no município, o únido do Amazonas que está em Estado de Calamidade Pública.

Lábrea

O Município de Lábrea, que está em Estado de Emergência, receberá, para os mesmos fins,  R$ 180.331,46.

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