Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
ULTIMATO

China ameaça declarar guerra caso Taiwan insista em independência

A China acusa os Estados Unidos de venderem armas a grupos militares que atuam nos protestos de Taiwan, e acusam a potência ocidental de financiar manifestações violentas



uhauhauahuahahu_21DA1CD8-DFF4-41A8-8D4B-17C0EC6B45C2.jpg Foto: America Press (AP)
24/07/2019 às 12:51

A China alertou nesta quarta-feira (24) que está pronta para ir à guerra se surgir qualquer iniciativa de independência em Taiwan, acusando os Estados Unidos de minarem a estabilidade global e repudiando a venda de armas dos EUA à ilha autoadministrada.

O Pentágono disse neste mês (07) que o Departamento de Estado norte-americano aprovou a venda das armas solicitadas por Taiwan, incluindo tanques e mísseis Stinger avaliados em torno de 2,2 bilhões de dólares. A China reagiu dizendo que vai impor sanções a empresas norte-americanas envolvidas em qualquer acordo.

O porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, disse em um boletim à imprensa a respeito de um informe de defesa, o primeiro do tipo em muitos anos a delinear as preocupações estratégicas dos militares, que a China fará seu maior esforço por uma reunificação pacífica com Taiwan.

“Entretanto, devemos ressaltar com firmeza que buscar a independência de Taiwan é um beco sem saída”, disse Wu.



“Se existem pessoas que ousam tentar separar Taiwan do país, os militares da China estarão prontos para ir à guerra para salvaguardar com firmeza a soberania nacional, a unidade e a integridade territorial”.

Os EUA são os principais fornecedores de armas a Taiwan, que a China encara como uma província rebelde. Pequim nunca descartou o uso da força para submeter a ilha ao seu controle.

Washington não tem laços formais com a democrática Taiwan, mas é obrigada por lei a ajudar a lhe proporcionar os meios para se defender.

Em nota

O ministério chinês disse que os EUA “provocaram uma concorrência intensa entre grandes países, aumentaram significativamente seus gastos de defesa... e minaram a estabilidade estratégica global”.

Mais tarde, o Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan disse em um comunicado que o “comportamento provocador (de Pequim)... violou seriamente o princípio de paz das leis e relações internacionais, desafiando a segurança e a ordem regionais”.

“Exortamos as autoridades de Pequim a abdicarem de atos irracionais e mal-intencionados, como o uso da força, a melhorar as relações no estreito e tratar de assuntos, inclusive Hong Kong, racionalmente para que possa ser um membro regional responsável”.

Manifestações

Hong Kong tem sido abalada por semanas de marchas e frequentes confrontos entre policiais e manifestantes em sua pior crise na história recente. Um ataque contra manifestantes antigoverno dentro do metrô gerou revolta em Hong Kong na ultima segunda-feira (22). Um grupo de homens vestidos de branco e armados com paus e barras de metal espancou dezenas de militantes na estação de Yuen Long, deixando pelo menos 45 feridos, cinco em estado grave e ao menos um homem em estado crítico.

As pessoas retornavam de um protesto realizado no centro de Hong Kong para reivindicar reformas democráticas na região administrativa especial, no sétimo fim de semana consecutivo em que os moradores de Hong Kong saíram às ruas em massa contra o governo.

Os protestos iniciais foram gerados por um projeto de lei agora suspenso visando permitir extradições para a China continental, mas desde então os protestos evoluíram para um movimento mais amplo, que pede reformas democráticas, sufrágio universal e a suspensão das restrições a liberdades no território semiautônomo.


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