Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
CRISE

Crise: cidades brasileiras enfrentam desabastecimento de algumas vacinas

Em Goiânia, por exemplo, o problema foi com a Pentavalente, que protege contra coqueluche, difteria, hepatite B, tétano e meningite, e é aplicada aos dois meses de vida



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08/08/2017 às 16:18

Em algumas cidades brasileiras a falta de determinadas vacinas tem preocupado a população. Em Goiânia, por exemplo, o problema foi com a Pentavalente, que protege contra coqueluche, difteria, hepatite B, tétano e meningite, e é aplicada aos dois meses de vida. No início do ano, o Rio de Janeiro enfrentou desabastecimento com a vacina que previne contra febre amarela. A médica e diretora da Clínica Vacinar, Amanda Alecrim, explica que a falta de vacina está relacionada a vários fatores, entre eles, a demora no processo de produção e a logística de distribuição para os estados brasileiros.

Segundo ela, nas clínicas privadas, entre as vacinas que mais têm apresentado problema de abastecimento estão a Meningocócica, que protege contra a meningite, a Pentavalente, que previne contra coqueluche, difteria, poliomelite, tétano e meningite e a Hexavalente, que imuniza contra todas essas doenças e mais a hepatite B. A justificativa dos laboratórios que produzem as vacinas, de acordo com ela, é o aumento das ocorrências de surtos e epidemias de doenças imunopreveníveis, além da falta de matéria-prima no mercado, principalmente nessas ocasiões em que cresce a demanda.



Amanda Alecrim ressalta que a produção de uma vacina pode levar de 6 a 29 meses. “Se houver aumento inesperado da demanda, os laboratórios, provavelmente, não estarão preparados para produzir além da capacidade prevista. Isso ocorreu, por exemplo, no início do ano, com a vacina contra a febre amarela. Houve uma grande corrida aos postos de saúde e clínicas privadas, porque as pessoas ficaram com medo de contrair a doença. O resultado desse movimento é que, em pouco tempo, a vacina acabou no mercado”, relatou.

Das vacinas usadas na clinica privada a produção de mais de 98% dos produtos da-se fora do Brasil, o que torna a chegada do produto mais demorada. Isto ocorre devido aos protocolos de importação e liberação dos produtos pela Agência Nacional de Saúde (ANVISA). Sendo assim se ocorre um surto ou até mesmo o aumento de casos de uma doença fazendo com que a demanda cresça temporariamente ocorrem estes desabastecimentos.  

*Com informações da assessoria de comunicação.


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