Publicidade
Cotidiano
Notícias

Cieam quer garantir prestação de serviços e evitar prejuízos com a greve da Suframa

A entidade prometeu ingressar com ação coletiva dos empresários junto ao Mdic contra a greve, até a próxima sexta-feira (29) 26/05/2015 às 09:46
Show 1
Empresários do Polo Industrial estão apreensivos com consequências da greve e prejuízo na liberação de mercadorias
juliana geraldo ---

Até a próxima sexta-feira (29), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) deve ingressar com uma ação coletiva junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) contra a greve decretada na semana passada pelo servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, o objetivo da ação é garantir a prestação de serviços por parte da autarquia para evitar impactos na produção e no número de empregos gerados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM).

A decisão foi tomada na última quarta-feira (20), durante assembleia geral extraordinária, entre a diretoria do órgão e representantes de empresas do parque fabril local associadas à entidade. “Estamos definindo os pontos principais do texto e devemos ajuizar a ação até sexta-feira”, informou Périco.

O presidente da entidade ressaltou que o objetivo da medida não é prejudicar os servidores da autarquia e nem é contra os pleitos postos em pauta por eles junto ao governo federal. “No entanto, temos obrigação de defender o direito das empresas do PIM de desempenhar plenamente suas atividades. A sociedade não pode ser penalizada pela falta de entendimento entre o governo federal e a autarquia”, argumentou.

Ele esclareceu que a ação é baseada no Decreto 7777/2012 que garante direito aos ministérios de promover convênios à prestação de serviços. “Não podemos detalhar de que forma funcionaria esse convênio, mas trata-se, em resumo de um acordo entre o Mdic e a Suframa, que possibilite as atividades das fábricas locais de forma integral”, adiantou.

Efeitos

 Ainda conforme o dirigente do Cieam, assim que os estoques de insumos das fábricas terminarem, a produção será comprometida e o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões por dia de paralisação.

Já o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, informou que a greve ainda não teve nenhum efeito prático, mas projetou que os prejuízos poderão ser sentidos a partir do vigésimo dia de paralisação. “As produções começarão a ser reduzidas e os produtos que não forem liberados pela autarquia tendem a ter o preço aumentado nas prateleiras”, explicou.

Um total de 530 servidores da Suframa estão em greve, dos quais 30% realizam apenas as atividades essenciais da autarquia.

Reunião em Brasília para debater greve

Representantes do Sindframa participam hoje, em Brasília, de uma reunião no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), onde serão debatidas questões como reposição inflacionária dos servidores e outros pleitos.

De acordo com o presidente do sindicato, Anderson Belchior, a reunião não visa discutir especificamente os pleitos relacionados à greve - reajuste salarial e reestruturação de carreira -, mas diz aguardar um posicionamento do governo federal que ainda não se manifestou sobre a paralisação.

Entretanto, o senador Omar Aziz e o deputado federal Pauderney Avelino, ambos da bancada amazonense, adiantaram que o sindicato será convidado para uma reunião paralela para discutir estratégias que garantam os benefícios pleiteados pelos servidores da autarquia.

Veto

A greve foi deflagrada após uma emenda prevista na MP 660 que garantia o reajuste salarial e a reestruturação de carreira dos servidores ter sido vetada. A bancada amazonense em Brasília já trabalha pela derrubada do veto. Paralelamente, um projeto de lei que atende os pleitos dos trabalhadores apenas em 2016, está sendo articulado junto ao Mpog.

Publicidade
Publicidade