Terça-feira, 03 de Agosto de 2021
Operação policial

Cinco pessoas já foram presas na ‘Operação Coalizão Pelo Bem’

Foi apreendido um patrimônio avaliado em meio milhão de reais, com apreensão de quatro veículos de luxo e dinheiro em espécie



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18/06/2021 às 12:31

Na manhã desta sexta-feira (18), o governador Wilson Lima fez um balanço da durante “Operação Coalizão Pelo Bem”, deflagrada no Rio de Janeiro. Dentre os destaques estão as prisões de duas importantes lideranças do Comando Vermelho (CV) do Amazonas. Os presos foram identificados como Marcelo da Silva Nunes, vulgo “Marcelão”, cunhado do traficante Gelson Carnaúba, e Pedro da Silva de Carvalho, responsável pela gerência financeira da organização criminosa.

Além disso, foi apreendido um patrimônio avaliado em meio milhão de reais, com apreensão de quatro veículos de luxo e dinheiro em espécie. Até o momento, foram cumpridos cinco mandados de prisão na capital amazonense.

Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima, estas prisões concluem mais uma etapa da operação policial que visa prender todos os envolvidos na onde crimes que assolou o estado.

“Iniciamos a Operação Mão de Ferro que já prendeu 74 pessoas e hoje, concluímos mais uma etapa da operação. Prendemos o ordenador desses ataques e seu braço direito que comandava todos os recursos financeiros para fomentar estes ataques. Além de pessoas que eram pseudo-representantes dessas empresas que financiavam os crimes”, descreveu Lima.

No Amazonas, a operação foi coordenada pelos delegados Bruno Fraga e Gabriel Poiava, respectivamente, titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e o Departamento Geral de Combate à Corrupção, Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo o titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Louismar Bonates, com a operação desta manhã já foram presas 82 pessoas e dois menores apreendidos ao todo. Sendo 45 na capital amazonense e 34 no interior do estado. Além disso, três pessoas foram presas no Rio de Janeiro.

Lavagem de dinheiro

As investigações identificaram uma forte ligação entre o grupo criminoso do RJ e seu braço no Estado do Amazonas, evidenciando que os membros dos grupos criminosos se valiam do sistema bancário e de empresas de fachada para a remessa de valores do RJ para o AM montante este que, em aproximadamente um ano e meio, chegou a mais de R$ 126 milhões.

Tais recursos seriam utilizados para o fortalecimento da facção no Amazonas, bem como para a aquisição de armas e drogas para o grupo criminoso no Rio de Janeiro, haja vista a organização criminosa amazonense controlar territorialmente uma das principais rotas de tráfico da América Latina: a Tríplice Fronteira Amazônica, formada pelas cidades de Tabatinga-Brasil, Santa Rosa-Peru e Letícia-Colômbia.

Durante a investigação, constatou-se que a a estrutura de lavagem de dinheiro também presta serviço para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a partir de recursos oriundos do Estado de São Paulo.



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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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