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Cinegrafista húngara que chutou refugiados diz que se arrependeu

Petra Laszlo foi demitida por dar chutes em refugiados na Hungria quando registrava imagens deles. Outro cinegrafista filmou o que ela fez 11/09/2015 às 09:14
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Caso ocorreu na fronteira sul da Hungria com a Sérvia
Krisztina Than (Reuters) Budapeste

A cinegrafista húngara Petra Laszlo, que chutou e derrubou refugiados quando fugiam da polícia esta semana, disse que, como mãe, está arrependida de suas ações e agiu em momento de pânico.

Ao mesmo tempo, a polícia húngara afirmou tê-la interrogado na quinta-feira (10) como suspeita, depois que promotores ordenaram uma investigação do caso por conduta desordeira.

A cinegrafista foi demitida na terça-feira (8) do canal de notícias N1TV, também conhecido como Nemzeti TV, depois que vídeos de suas ações se espalharam na mídia e na internet.

Vídeos separados mostram Petra chutando uma menina e fazendo tropeçar um homem que carregava uma criança no colo, num momento em que centenas de estrangeiros, muitos deles refugiados sírios, fugiam da polícia na fronteira sul da Hungria com a Sérvia.

"Sinceramente, eu me arrependo do que aconteceu... Estou praticamente em choque com o que fiz, e o que foi feito comigo", escreveu Petra em carta publicada no site do jornal Magyar Nemzet.

Ela disse que entrou em pânico quando centenas de imigrantes começaram a correr em sua direção, e quis se proteger. "Não sou uma cinegrafista racista sem coração que chutaria crianças... sou uma mulher, uma mãe com filhos pequenos, que depois perdeu o emprego, e que tomou uma má decisão em pânico", acrescentou.

O governo de direita da Hungria assumiu uma posição linha-dura em relação ao fluxo de imigrantes através das suas fronteiras, a caminho da Europa Ocidental, retratando-os como uma ameaça para a prosperidade da Europa e os "valores cristãos".

A Hungria registrou este ano a passagem de mais de 170.000 refugiados, muitos deles fugindo de conflitos no Oriente Médio.

A polícia vem tentando cercá-los e registrá-los, em conformidade com as regras da União Europeia, mas muitos recusam, temendo serem forçados a ficar na Hungria, em vez de passar para a Alemanha ou a Suécia.

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