Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
SAÚDE

Cirurgias vasculares dependem de renegociação de contrato com a Susam

Negociações estão sendo feitas com a participação direta do secretário de Estado da Saúde, mas ainda não há nada confirmado



platao.JPG Atendimentos vasculares são efetiuados em hospitais como o Platão Araújo (Foto: Arquivo/AC)
25/09/2017 às 20:22

A paralisação de 25 profissionais da União Vascular de Serviços Médicos (Univasc), em face do encerramento de contrato entre a empresa e o Governo do Estado, ocorrido em agosto, fez com que a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) iniciasse a renegociação de um novo contrato com a entidade.

Ontem, A CRÍTICA publicou que, de acordo com uma médica que preferiu não se identificar para evitar represálias, “pelo menos 134 pacientes, a maioria diabéticos, deverão ficar sem assistência nos próximos dias, o que é um grande risco”. A interrupção atinge os hospitais 28 de Agosto, João Lúcio e Platão Araújo.

As negociações estão sendo feitas com a participação direta do secretário de Estado da Saúde Vander Alves, mas até o fechamento desta edição não houve informação de confirmação da celebração do novo contrato com a Univasc. Os médicos da Univasc criaram uma comissão de negociação para dialogar com a secretaria de saúde.

Um dos principais motivos para a paralisação era que os médicos cirurgiões vasculares estão sem receber pagamento de salários há quase cinco meses - o Estado deve de R$3,4 milhões à Univasc. Quanto a esses pagamentos atrasados, a Susam informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que houve um entrave operacional, já superado, e que os repasses serão realizados até sexta-feira, dia 29. 

Mais paralisação

Após várias tentativas de negociação junto a Susam sem sucesso, a Sociedade Amazonense de Patologias Pediátricas (SAPP), que presta serviço à Susam realizando cirurgias neonatais e pediátricas em urgência, emergência e eletiva) decidiu que paralisa hoje suas atividades. O motivo é estar a 100 dias sem receber os proventos.

“A SAPP se solidariza aos inúmeros menores e pais que terão seus procedimentos suspensos a partir de amanhã (hoje) dia 26.09.2017. A empresa está disposta a retomar suas atividades assim que o pagamento seja efetuado, esperando que a Susam regularize definitivamente esta questão dos pagamentos pendentes, inviabiliazando a prestação do serviço contratado.

A SAPP realiza atividades no Instituto da Criança do Amazonas (Icam) e no Hospital Infantil Dr. Fajardo. Só no Icam são 800 atendimentos ambulatoriais, cerca de 300 cirurgias  eletivas/mensais de médio e grande porte e 80 cirurgias de urgência /emergência neonatais e pediátricas.

Ação Civil

O deputado Sidney Leite (Pros) entrou ontem com um Pedido de Ajuizamento de Ação Civil Pública junto ao Ministério Público do Estado (MPE)  para que o poder apure e mensur os danos sofridos, assim como os responsáveis.

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