Terça-feira, 21 de Maio de 2019
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Cloud Computing: A vida nas nuvens

Especialistas avaliam que, ainda nesta década, os computadores se tornarão meros terminais de acesso. Todos os dados digitais serão acessados diariamente na web



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Data center do Google: são estruturas como essas que viabilizam a "nuvem" de informação
19/01/2013 às 22:04

Em outubro, o designer Felipe Gomes teve seu iPhone roubado. Toda sua agenda com mais de mil contatos, fotos de viagens, vídeos e vários arquivos relacionados a projetos estariam perdidos se Gomes não mantivesse todo esse material na “nuvem”, isto é, a salvo na Internet. Assim como Gomes, milhões de pessoas físicas e jurídicas têm aderido à chamada computação em nuvem (cloud computing, em inglês), tendência que muitos defendem ser irreversível.

Você, provavelmente, já é usuário da nuvem. Se utiliza serviços de e-mail como Yahoo ou G-mail, é lá que suas mensagens ficam arquivadas. Com o cloud computing, é possível alocar espaços na web para armazenar e processar informações de todo tipo.

Para o usuário comum, surgem vantagens como o fim dos back-ups em discos e HDs externos, e a praticidade do acesso a dados a qualquer hora e lugar, sem falar de aplicativos remotos extremamente úteis. O gerente de recursos humanos Emanuel Melo, por exemplo, abandonou a agenda de papel. Ele agora usa um aplicativo para tablet que mantém na nuvem todos os seus compromissos e contatos. “É muito prático. Comecei a usar só por curiosidade. Hoje, não vivo mais sem”, comenta.

Para empresas, a principal vantagem é a economia de tempo e dinheiro. É possível abrir mão de servidores próprios, que exigem dedicação da equipe de TI, e deixar o gerenciamento de dados totalmente na nuvem. Serviços como o UOL Host e Oi Smart Cloud oferecem infraestrutura para processamento e armazenamento de acordo com a demanda do cliente.

O investimento na oferta desse tipo de serviço é justificado, afinal, o faturamento relacionado ao cloud computing também está nas alturas. O mercado brasileiro de computação em nuvem deve movimentar R$ 1 bilhão até 2014, segundo a consultoria IDC. Até o final deste ano, mais de um terço das grandes empresas terá aderido à tendência.

Críticas

Apesar do crescimento anual de 70%, o uso da nuvem enfrenta críticas. A principal delas é o fato de que os dados ficam guardados em servidores que podem estar em qualquer lugar, e até em outros países, podendo ser acessados por hackers ou pessoas mal intencionadas. Para o analista de sistemas Claudemir Gomes, da Prodam, essa crítica só faz sentido para grandes empresas, o que as leva a investir em “nuvens privadas”, de uso exclusivo.

“Mas, em se tratando de pequenas e médias empresas não faz sentido nenhum, visto que as pessoas que têm má intenção nesses dados terão muito mais facilidade de acessá-los de um servidor hospedado na empresa de que de um servidor na nuvem”, comenta. Para o analista, a tendência é que as micro e pequenas empresas utilizem nuvens públicas, ou seja, contratem servidores de terceiros.

Mas é claro que há riscos, sobretudo na nuvem pública - onde cada servidor pode guardar dados de várias pessoas. Há casos de gente que contratou o serviço e acabou perdendo seus dados (veja abaixo, à direita). Mas os analistas são unânimes, basta um pouco de critério na escolha do provedor. As vantagens de ter os dados em nuvem superam eventuais problemas e soluções como Dropbox, Google Docs e iCloud ganham novos adeptos a cada dia.


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