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CMM abre sindicância para apurar denúncia de extorsão

Comissão investigará se vereadores estão cobrando propina de empresários para apresentarem emendas ao Plano Diretor 12/11/2013 às 10:06
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Presidente da CMM, Bosco Saraiva, leu na sessão plenária desta segunda (11) artigo onde o advogado Félix Valois narra a suposta extorsão praticada contra um comerciante
Luciano Falbo Manaus, AM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) abriu uma comissão especial de sindicância para investigar denúncia de extorsão aplicada contra um proprietário de uma loja de materiais de construção da capital. A denúncia foi feita pelo advogado e presidente do Conselho de Gestão estratégica da Prefeitura de Manaus, Félix Valois, no seu artigo semanal em um jornal da cidade. O presidente da Casa, Bosco Saraiva (PSDB), solicitou investigação policial “dos fatos descritos” à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). “Quero, na próxima segunda-feira, já ter esse relatório em mãos”, declarou o presidente.

A criação da comissão foi sugerida pelo vereador Mário Frota (PSDB), após o presidente ler o artigo de Valois e anunciar que levaria o caso à polícia. Frota presidirá a comissão que deverá apresentar o relatório na semana que vem. Também integram a comissão de sindicância os vereadores Alonso Oliveira (PTC), Gilmar Nascimento (PDT), Júnior Ribeiro (PTN), Luis Mitoso (PSD) e Professora Jaqueline (PPS).

No artigo, Valois informa que “quatro homens devidamente engravatados” se apresentaram ao comerciante como vereadores de Manaus e pediram uma “contribuição” para que o ponto do Plano Diretor que garante a construção de prédios de até 25 andares fosse aprovado sem percalços. Ou seja, beneficiando diretamente ao comerciante da construção civil.

O presidente da Comissão de Sindicância defende que o comerciante seja ouvido. “Com certeza ele (Félix Valois) não vai nos furtar em dizer quem foi esse empresário”, afirmou Frota. “Acho que, se nós não resolvermos esses problemas, vai pairar um suspeição sobre todos os vereadores dessa Casa” , completou o vereador do PSDB.

Félix Valois disse, ontem, para A CRÍTICA, que não revelará o nome do empresário. O advogado confirmou a denúncia e afirmou que prestará esclarecimentos ao vereadores, mas que não tem nada a acrescentar ao que já descreveu em seu artigo

Luiz Alberto Carijó (PDT) disse ter acompanhado, de perto, a construção do plano e afirmou que é necessária a apuração para que não haja dúvidas em torno da questão. “Eu sou testemunha da conduta correta e ilibada que a comissão tem adotado em todas as reuniões e audiências”, ressaltou.

O relator da Comissão Especial do Plano Diretor, Elias Emanuel (PSB), disse a denúncia passará uma imagem negativa do trabalho dos vereadores.

Membro da comissão de sindicância, Jaqueline disse que a denúncia reforça a imagem negativa da classe política e que não acredita que os colegas de parlamento tenham participado de qualquer caso de extorsão. “O Félix foi meu professor. O que entristece é o título muito negativo em relação à prática do vereador. Tinha que ter mais cuidado. Quem não lê vai espalhar, porque poucos param para ler no detalhe”, reclamou.

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