Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
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CNJ visita presídio feminino e julga como 'péssimas condições' o semiaberto do Compaj

Condições insalubres no presídio “Anísio Jobim” foram detectadas durante visita do mutirão carcerário do Conselho Nacional de Justiça



1.jpg A juíza Samira Barros Heluy conversou com os presos durante a visita
03/10/2013 às 20:13

A juíza Samira Barros Heluy, coordenadora do Mutirão Carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Amazonas, visitou nesta quarta-feira (2), as dependências do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o maior do Estado, e a Penitenciária Feminina, ambos localizados no Km 8 da BR 174 (Manaus-Boa Vista).

Samira Heluy, que atua em parceria com a equipe do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sob liderança do desembargador Sabino Marques e do juiz de Direito George Hamilton, esteve na administração das unidades, onde fez perguntas sobre a rotina de trabalho e depois conversou com os internos.

O regime semiaberto foi a primeira parada. Lá, visitou as dependências e teve um encontro com cerca de 200 internos na igreja que está sendo construída pelos detentos. No local, a juíza foi acompanhada pelo presidente do Grupo Permanente de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Amazonas, desembargador Sabino Marques da Silva.

Na conversa com os internos, Samira Heluy deixou claro que o Mutirão Carcerário do CNJ não está trabalhando apenas com a missão de liberar presos, mas sim, para revisar todos os processos criminais do Estado, no sentido de proporcionar maior celeridade na análise.

"Estamos trabalhando para verificar todos os processos e também as correspondências enviadas pelos familiares dos presos. Estamos anexando as cartas ao processo e analisando caso a caso. Verificamos ainda a situação de cada Vara Criminal, porque sabemos o quanto é difícil uma vara lidar com centenas de processos", disse a juíza.

Sobre as instalações do regime semiaberto do "Anísio Jobim", a juíza disse que as celas estão em péssimas condições, principalmente os banheiros e que, "muito facilmente", os internos podem contrair doenças. Os detentos reclamaram da falta de pessoal para atendimento em todas as áreas – jurídica, assistência social e saúde.

"Na área interna, nos preocupa a condição das instalações que são totalmente insalubres. As dependências externas estão em boas condições. Mas, no geral, é uma situação preocupante. As celas são precárias e os banheiros também e precisam ser melhorados", disse a juíza.

Já na visita à Penitenciária Feminina, Heluy disse que encontrou uma diferença, principalmente em relação à higiene e ao trabalho das internas nas áreas de estética, artesanato e fabricação de produtos de eletricidade.

"Outra realidade. As condições são infinitamente melhores. Muitas estão trabalhando. Recebemos reclamações sobre andamento de processos e vamos entregar aos juízes que estão trabalhando no mutirão para verificar cada caso. Mas, no geral, posso dizer que o presídio feminino está bem melhor do que os já visitados", declarou.

Nesta quinta-feira, a equipe do CNJ vai ao município de Presidente Figueiredo, distante 110 quilômetros de Manaus, onde vai visitar a condição dos presos daquele município. Até o dia 18 de outubro, quando se encerra o mutirão, a magistrada e a equipe visitarão os municípios de Rio Preto da Eva, Iranduba e Manacapuru.

*Com informações da assessoria de imprensa


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