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Cotidiano
UBER DOS CAMINHONEIROS

Co-fundador da Uber lança rede de transporte de cargas sem ativos

Com a mesma proposta do Uber - uma empresa de transporte de passageiros diferenciada formada por motoristas autônomos - a CargoX chegou ao setor de cargas no Brasil no ano passado 02/05/2016 às 05:00
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Alan Rubio (diretor de Transportes) e Federico Vega (fundador e presidente da CargoX) (Foto: Divulgação)
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Com uma frota de 130 mil caminhoneiros, a CargoX acaba de se tornar uma ‘maiores transportadora’ do País em apenas um ano. Detalhe: sem ser dona de nenhum ativo. Com a mesma proposta do Uber - uma empresa de transporte de passageiros diferenciada formada por motoristas autônomos - a CargoX chegou ao setor de cargas no Brasil no ano passado.

O modelo, inspirado na americana Coyote Logistics, conecta caminhoneiros autônomos e que precisam enviar mercadorias para diversas empresas. A previsão é que nos primeiros dois anos de operação o investimento chegue a R$ 100 milhões.

Entre os motoristas cadastrados na plataforma, 10% já está na região Norte, sendo 8% concentrados no Amazonas. A maior demanda vem das regiões Centro-oeste, por conta do agronegócio, e no Sudeste - que tem os estados mais industrializados do País. “Vemos nossa demanda crescer aí por conta da Zona Franca de Manaus”, disse o diretor de transportes da CargoX, Alan Rubio.

Rubio explica que a diferença dos demais embarcadores do tipo é que a empresa se responsabiliza integralmente pela carga transportada. “Fazemos gerenciamento de risco, seguro, documentos fiscais e um acompanhamento da carga da origem ao destino”.

Uma das vantagens para os trabalhadores de transporte autônomos, destaca Rubio, é a redução da ociosidade do autônomo e a redução de até 30% no valor do frete.

“Fizemos uma pesquisa e identificamos que 40% dos veículos que circulam no território nacional trabalham com uma ociosidade de 40%. Isso degrada nossas rodovias, o meio ambiente e o trânsito. Temos uma tecnologia por trás do nosso sistema. Com isso tudo estamos estimando de reduzir o custo do frete para a empresa em até 30%”, defende.

Investidores

A companhia de serviços de tecnologia foi criada com o aporte de Oscar Salazar, co-fundador do Uber, Eddie Leshin, outro respeitado executivo do mercado de transportes, que atuou como diretor da C.H. Robinson e foi COO da Coyote Logistics - ambas somam um faturamento de mais de R$ 56 bilhões por ano –, também será investidor e ocupará o cargo de diretor estratégico de Operações na CargoX. Outro nome de peso é o americano Hans Hickler, ex-CEO da DHL Express nos Estados Unidos. Completam o time de investidores o Valor Capital Group (fundado por Clifford Sobel, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil), Agility Logistics (uma das maiores empresas de logística com mais de 500 escritórios em 100 países) e Lumia Capital (fundada por Martin Gedalin, ex-Oracle e Chris Rogers, co-fundador da Nextel Communications).

O cadastro é feito no site http://www.cargox.com.br e o serviço é realizado pelo aplicativo CargoX, disponível na Play Store e na Apple Store.

Norte na mira do Uber

Depois de aportar em três capitais do Nordeste, o Uber mira expansão para as regiões Norte e Nordeste do Brasil em 2016. Em entrevista ao portal UOL, em fevereiro, o gerente geral do Uber para a América Latina, Andrew MacDonald, afirmou que o aplicativo possui uma base de 10 mil motoristas cadastrados no País e quer elevar o número para 60 mil até o final do ano.

De acordo com o executivo, há interesse em qualquer cidade com mais de um milhão de habitantes. O Brasil é considerado o maior mercado da América Latina para a companhia.

Na entrevista, Andrew MacDonald também revelou uma ampliação no número de funcionários nos escritórios do Uber no Brasil. A equipe, hoje composta por 53 pessoas, deve dobrar de tamanho. Atualmente o Uber opera em 11 cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Goiânia, Recife, Salvador e Fortaleza.

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