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Codam analisa baixo desempenho da indústria no Amazonas

A redução nos investimentos deste ano em comparação a 2012 acendeuo sinal amarelo sobre o baixo desempenho da indústria amazonense 30/10/2013 às 07:39
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Em relação à quantidade de projetos aprovados (bens finais e intermediários) a queda foi de 48 para 33 projetos
Cinthia Guimarães ---

A redução do número de investimentos e empregos projetados nas reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codam) deste ano acendeu o sinal amarelo sobre o baixo desempenho da indústria amazonense, dependente do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). O assunto foi debatido nessa terça-feira (29) pelo presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, executivos industriais e Conselho Regional de Economia (Corecon), que participaram da reunião do Codam, realizada na sede da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam).

Enquanto em 2012 foram aprovados R$ 11 bilhões de investimentos nas quatro reuniões do Codam, em 2013 foram caiu para R$ 5,6 bilhões, uma redução de 54%. Em relação à quantidade de projetos aprovados (bens finais e intermediários) a queda foi de 48 para 33 projetos na comparação com a penúltima reunião do ano. O número de mão-de-obra projetada pelas empresas com projetos aprovados no Codam caiu de 2.190 (2012) para 1.760 (2013).

“Houve diferença no volume de investimentos, mas a efetividade desses investimentos é menor ainda. O que se aprovam são projetos de diversificação. Não temos tido grades e novas empresas fazendo investimentos no Amazonas”, alertou o presidente do Cieam.

Périco, que também é diretor da Technicolor, disse que a preocupação de todos deve estar voltada para o crescimento socioeconômico do Estado. “A geração de empregos não cresce. Isso é um sinal perigoso, porque a população do Estado só cresce, enquanto o número de empregos no pólo industrial só cai. Não passamos de 118 mil ou 120 mil empregos”.

De acordo com os indicadores da Suframa de agosto, o pólo industrial emprega 118.709 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. O valor representa -0,65% em relação a julho (119.487) e -1,96% ante agosto de 2012 (121.083). No acumulado do ano, a média mensal de empregos está em 118.170 postos.

O economista e consultor José Laredo afirmou durante a reunião que o modelo industrial do Amazonas só está definhando, porém o governo faz euforia em cima de faturamentos. “Esses números apresentados são ilusionismo, não conseguem convencer ninguém”, criticou.

Segundo estudo apresentado pelo Corecon, a taxa de natalidade de novas empresas no Amazonas está em 1,3 enquanto a taxa de mortalidade registrada é de 43%. “É uma realidade imutável e representa um conjunto de fatores”, disse Laredo.

Rebatendo as críticas, o secretário da Seplan, Airton Claudino, ressaltou que o Estado tem feito esforços para captar novos investimentos para o Amazonas participando de feiras e missões com empresas estrangeiras.

Presente na reunião, o governador em exercício José Melo disse que o Estado está empenhado em aproveitar outras oportunidades econômicas da região como as potencialidades minerais e a criação do pólo naval.

32 projetos em R$ 1 bi aprovados                              

O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 32 projetos industriais com investimentos estimados em R$ 1.035 bilhão e criação de 1.735 vagas no mercado de trabalho local, ao longo dos próximos três anos. Esta foi a penúltima reunião do Codam neste ano e contou com a presença do governador em exercício, José Melo.

De R$ 1.035 bilhão de investimentos, mais da metade é de capital estrangeiro, de países como a Holanda, Japão, Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda e Coréia. Entre os 32 projetos aprovados 10 são de implantação (novos empreendimentos), estimados em R$ 489 milhões, além de 11 de diversificação com aporte de R$ 153 milhões e mais 11 projetos de atualização com R$ 392 milhões em investimentos. Os destaques foram para dois projetos da Procter & Gamble (P&G) e um da Bike Norte.

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