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Codam aprova 15 novos projetos para a Zona Franca, que devem gerar 800 novos empregos

Investimentos totalizam R$ 595 milhões. Entretanto, em relação à última reunião do conselho, a redução na quantidade de projetos apresentados é de 62,5% 30/07/2015 às 20:30
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Essa foi a segunda reunião do ano do conselho
SAADYA JEZINE Manaus (AM)

Os 15 projetos industriais que estavam em pauta na 256ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) foram aprovados. O investimento com valor estimado em R$ 597 milhões é oriundo da fabricação de notebook, triciclos, ciclomotores e componentes de informática, e tem a previsão de gerar 854 vagas de emprego.

Os números estão bem abaixo do que foi apresentado na última reunião, ocorrida em maio deste ano. A redução de 62,5% na quantidade de projetos inscritos, segundo membros do conselho, está relacionado com o cenário econômico brasileiro negativo, e outros fatores, de cunho regional. “Essa grande redução está relacionada com uma serie de fatores. Começamos a sentir a crise dentro do mercado brasileiro, foi generalizando e tomando dimensões de toda natureza. Todos os seguimentos que temos no nosso país, seja político, econômico, social, está sofrendo reflexo da corrupção. Tudo isso tem impacto direto na essa situação de recessão que estamos enfrentando. Retração, juros altos, isso reflete diretamente na queda do nosso faturamento”, afirma o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo.

Outro fator identificado por ele é a falta de autonomia que a Suframa vem sofrido, sobretudo nos últimos anos. “O próprio superintendente que esta na interinidade desde novembro do ano passado, não se define. Recentemente tivemos a greve. É muita dificuldade que a autarquia enfrenta”, destaca o presidente.

Para o deputado Serafim Correia (PSB), o descaso não vem das representações locais, que estão se empenhando para resolver os entraves, mas do governo federal, que através do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), enfatiza a falta de comprometimento com o PIM.

“O compromisso do MDic na ultima audiência é que reuniria de dois em dois meses. A próxima reunião estava marcada para o dia 30 de junho, mas não ocorreu. Agora o Ministério prometeu em agosto. Isso gera um quadro de instabilidade para os empresários. Já são poucos os projetos e ainda não aprovam os poucos que aparecem, aí fica mais complicado. Criar adiamentos desnecessários, sem nenhuma racionalidade, agrava a situação”, enfatiza o parlamentar.

Suframa

"Temos muitos projetos aprovados seja ele de implantação, de ampliação ou diversificação, ele depende de aprovação também da Suframa, isso faz com que empresários que estejam com vontade de investir, acabem desistindo", disse Nelson Azevedo. 

O superintendente interino da Suframa, Gustavo Igrejas, ressaltou que a autarquia está trabalhando para contribuir com o processo de atualização na sistemática de apresentação, análise, aprovação e acompanhamento de projetos industriais no PIM – esse último, desburocratizando mais o processo. Quando questionado sobre o funcionamento, e prazos, ele afirmou não poder entrar em detalhes, mas garantiu que “há uma perspectiva de reduzir quase pela metade o número de artigos da Resolução".  "Nesse momento, de crise, acredito que essa mudança deve trazer um alento maior para as indústrias”, destaca Igrejas.

Blog: Nelson Azevedo

"O Governo do Estado para sobreviver a crise ta tomando uma serie de medidas, redução de gastos, mudar as matrizes econômicas, entre outros, mas nós temos que compreender que a crise também nos revela idéias boas, nos força a encontrar medidas. Atualmente, vejo a resolução desse impasse na harmonia entre o meio ambiente, economia e sociedade. Temos uma área rica em biodiversidade, e grandes potenciais, seja na pesquisa, na produção de fármacos, no incentivo ao turismo. Atrair investidores na área da indústria, e esperar que ele sobreviva a crise, é se fechar para os grandes potenciais da região".

Números

Nas três reuniões do Codam realizadas até o primeiro semestre de 2015, o balanço de acúmulo de projetos foi de 63, com investimentos previstos em torno de R$ 2.725 bilhões. Segundo o órgão, a projeção é de que venham a ser geradas 3.793 empregos quando os empreendimentos estiveram efetivamente em operação.

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