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Cotidiano
SAÚDE

Cola biológica facilita a cirurgia de Pterígio, a popular 'carne crescida'

Procedimento é comum em regiões de clima quente e nova técnica substitui os pontos, o que torna o processo pós-operatório menos dolorido. 04/09/2016 às 11:00
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Realizar exames regularmente e evitar excesso de exposição ao sol previnem o Pterígio (Foto: Aguilar Abecassis/A crítica)
Lídia Ferreira Manaus (AM)

A remoção do pterígio, patologia popularmente conhecida como carne crescida no olho, pode ser realizada em um menor tempo e com uma recuperação mais rápida com o uso da cola biológica, técnica já disponível em Manaus.

A opção substitui os pontos, o que torna o processo pós-operatório menos dolorido. “Por exemplo, a cola vai substituir os 10 pontos que aquele paciente pode pegar, ou seja, é como se aplicasse apenas um remédio, não sente aquele material do ponto. Ela tem funcionamento parecido como de uma cola normal, tem essa função de ligar. É um procedimento mais simples de ser realizado”, explica o médico oftalmologista, Roberto Herrera, da Clínica Júlia Herrera.

Além disso, o médico pode retirar com mais eficiência todo o tecido doente, pois a cola biológica possibilita uma maior agilidade na hora da recuperação. “Isso evita a reincidência da doença. Antes, 20% das pessoas que eram operadas precisavam fazer novamente o procedimento. Agora, não chega a 1%, é muito raro.”, comenta ele.

Com a cola biológica, o paciente passa, em média, 20 minutos no centro cirúrgico. O tempo de recuperação cai de 15 a 20 dias, afastado das atividades cotidianas, para cinco a sete dias. A anestesia é local e o pós-operatório só exige repouso e medicamentos. “Eu sai da sala de cirurgia enxergando normalmente. A vista fica apenas sensível, a claridade incomada muito nos primeiros dias. Mas é totalmente sem dor, você não sente praticamente nada nem na hora e nem depois”, comenta a secretaria Mirian Souza Colares, que realizou o procedimento há um ano.

Mirian conta que, antes da cirurgia, os olhos ficavam frequentemente vermelhos e a carne no olho já estava em um estágio avançado. “Ardia muito e também me incomodava pela estética. Depois do procedimento, não senti mais nada. Mas também segui corretamente tudo o que o médico indicou”, diz.

 

Causas

A cirurgia de Pterígio é um dos procedimentos mais realizados na oftalmologia. Somente na Clínica Júlia Herrera são realizados, em média, 50 a 70 procedimentos por mês. O Sistema Único de Saúde (SUS) não divulgou dados do Amazonas. Esse procedimento cirúrgico é comum nas regiões Norte e Nordeste devido ao clima quente.“A luminosidade é o principal motivo. É fundamental usar óculos escuros na nossa região, com proteção adequada e fazer exames regulares. Diferente do que muitos pensam, a luz do computador, televisão ou telefone não são causadores do pterígio”, explica.

O médico explica que a cirurgia de Pterígio é necessária quando o tecido cresce e começa a invadir a área da córnea do olho, o que causa irritação, incômodo e, em alguns casos, pode prejudicar a visão. “É como se estivesse empurrando o olho, isso pode gerar até astigmatismo”, afirma. “Nem sempre é necessária a intervenção cirúrgica, quando ele está pequeno é possível resolver com apenas um tratamento”.

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