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Cotidiano
CIRURGIA

Cola biológica reduz incomodo após operação de pterígio, a popular ‘carne crescida’

Os pontos do pós-operatório são os principais motivos de irritação depois do paciente passar pela cirurgia e também pela aversão ao procedimento 26/06/2018 às 09:53 - Atualizado em 26/06/2018 às 11:00
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O uso da cola biológica reduz o tempo de recuperação. (Foto: Divulgação)
acritica.com

Com maior incidência em áreas tropicais e subtropicais, como a região Amazônica, o pterígio, a popular “carne crescida” nos olhos, causa desconforto aos amazonenses, mas muitos deles “fogem” da cirurgia para remover a massa por imaginar que sofrerão ainda mais no pós-operatório. No entanto, essa realidade vem mudando com o avanço da medicina. O oftalmologista Alex Adorno explica sobre as causas da doença, tratamento e a cola biológica, utilizada para substituir os “pontos”. Os pontos são os principais motivos de irritação após a cirurgia.

Conforme o especialista, a cirurgia para remoção da temida carne crescida é simples, dura entre 15 a 30 minutos, mas o ponto utilizado no transplante causa desconforto por vários dias após o procedimento cirúrgico. Cerca de 30 cirurgias para remoção de pterígio são realizadas  por mês na clinica que Alex Adorno atende, mas o número poderia ser maior. Contudo, o oftalmologista afirma que muitas pessoas dão ouvidos às experiências negativas de outras pessoas e deixam de procurar um especialista. 

 “Na cirurgia, a gente tira aquela carne crescida e coloca um transplante em cima para a carne não voltar. Nos casos onde são usados os pontos, os pacientes sentem um desconforto. Esses pontos irritam a córnea, que é o local mais sensível do corpo humano”, explicou.

No entanto, com o avanço da medicina, essa realidade vem mudando. Para substituir os pontos, foi desenvolvida uma espécie de cola biológica, que já está sendo utilizada em clinicas da capital amazonense. O oftalmologista explica as vantagens de se utilizar a cola ao invés dos pontos. “Essa cola foi desenvolvida exclusivamente para cirurgias de pterígio. Com ela, os pacientes não sentem o incomodo, irritação e desconforto no pós-operatório, se recuperando muito mais rápido”.

Quando os especialistas usam pontos no implante, a recuperação varia de 15 a 20 dias, mas quando é utilizada a cola a recuperação é ainda mais rápida. Alex Adorno afirma que em poucos dias, pacientes conseguem voltar a rotina diária sem complicações. O médico explicou, ainda, que com o uso do implante e a cola biológica  o risco da carne crescer novamente é de apenas 1%. “O pós-operatório, quando é usado o ponto, vai uma média de 6 a 9, a recuperação é mais longa, mas com a cola biológica esse processo reduz, o paciente se recupera em 7 dias, sem os incômodo, irritação e desconforto”, disse.

Segundo Alex Adorno, em virtude da exposição maior aos raios ultravioleta, os olhos buscam se proteger de alguma forma e dessa surge o pterígio, mas a poeira também agrava a situação e o avanço da doença pode prejudicar a visão. “A Amazônia é a região com maior índice de pterígio no mundo devido à luz solar, nosso olho tenta se proteger. A maneira mais fácil é usar óculos de sol, mas não é comum, geralmente as pessoas não usam. Aí aparece o pterígio como mecanismo de defesa do nosso corpo”, explicou.

No dia 7 de junho, a professora Mirlane Rodrigues Mota, de 40 anos, passou por um procedimento cirúrgico para remover o pterígio. Ela revela que adiou bastante esse momento sempre que lembrava como foi traumatizante a cirurgia do pai. Mas após saber do procedimento com a cola biológica, confiou no médico e não se arrepende.

“Acompanhei o pós do meu pai, foi lento, teve vários incômodos e até sangramento. Acabei ficando com receio, mas na minha última consulta com o doutor Alex Adorno tudo mudou. Ele me explicou sobre a cola e os benefícios. O resultado foi ótimo, muito satisfatório. Muitas vezes a gente acaba ouvindo outras pessoas e não busca a orientação de um especialista. Estou muito feliz com  o resultado e já estou até de volta ao trabalho”, disse.

Com informações da assessoria de imprensa

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