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Colisão de placas tectônicas causa terremoto no interior do AM

Tremor ocorreu a 600 quilômetros de profundidade, na região entre as cidades de Eirunepé e Ipixuna. Entretanto, os abalos não foram sentidos pela população 26/11/2014 às 14:21
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Eirunepé, município a 1.160 quilômetros de Manaus
vINICIUS LEAL Manaus (AM)

Um terremoto de magnitude média, de 4,6 graus, atingiu parte do interior do Amazonas na noite desta terça-feira (25), por volta das 21h20 (horário de Manaus). O tremor iniciou a 600 quilômetros de profundidade, na região entre as cidades de Eirunepé e Ipixuna, a 1.160 e a 1.367 quilômetros da capital amazonense, respectivamente. Entretanto, os abalos não foram sentidos pela população.

“As ondas de choque chegaram atenuadas na superfície da Terra, por isso (os moradores) não perceberam nada anormal”, disse o geólogo Renê Luzardo, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Segundo ele, o fenômeno foi imperceptível por causa da profundidade do tremor, sendo que fenômenos desta natureza são comuns na região e acontecem por minuto, mas a maioria são considerados “micro”, registrados em menos de 1 grau. “Esse foi maior”, acrescenta o geólogo.

A causa do terremoto foi a colisão entre duas placas tectônicas, uma denominada Nazca (mais densa) e a outra conhecida como Sul-Americana (mais pesada). Placas tectônicas são grandes porções de terra limitadas por zonas de convergência que, quando em atrito, causam tremores e erupções vulcânicas. A ocorrência desses fenômenos é impossível de ser prevista.

“Só sabemos que (a Amazônia) é uma região onde acontece muito isso. Os terremotos de 4,6 graus já causam estragos, mas não ocorreu isso em Eirunepé devido a profundidade das ondas. Quando chegou lá em cima, elas (ondas sísmicas) chegaram ‘fraquinhas’ . Se fosse com distância de 50 ou  40 quilômetros, teria causado grande estrago”, explicou o geólogo Renê.

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