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Cotidiano
Idosos

Aos 85 anos, poeta Antônio Jerônimo, da Casa do Idoso, morre nesta quarta-feira (18)

'Gegé', como gostava de ser chamado, se sentiu mal na última quinta-feira (12) e quando chegou ao hospital, foi diagnosticado com úlcera gástrica 18/05/2016 às 10:12
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Ele colecionava fotos de amigos que fez durante a vida e de pessoas que o visitavam no abrigo. (Foto: Winnetou Almeida)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O poeta Antônio Jerônimo Cordeiro, que vivia na Casa do Idoso São Vicente de Paulo há 11 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (18), aos 85 anos, depois de passar cinco dias internado no Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto. Personagem importante na história do abrigo, ‘Gegé’, como gostava de ser chamado, se sentiu mal na última quinta-feira (12) e quando chegou ao hospital, foi diagnosticado com úlcera gástrica.

“Durante todo esse tempo, ele nunca tinha apresentado nada, a não ser uma dor na perna, que sempre reclamava”, relatou a coordenadora da casa, Eline Matos. Ela contou que ele chegou a iniciar o tratamento assim que foi diagnosticado com úlcera gástrica, mas não resistiu e faleceu às 1h30 desta quarta-feira.

“Nós sentimos como a perda de um filho. Alguém que amamos e que não queremos nos separar. Porém, sabemos que devido a idade, não se separar é impossível. Sabemos que foi o melhor e que agora ele está nos braços do Pai, e que não sofre mais”, completou Eline, emocionada.

O enterro de Jerônimo está acontecendo durante esta manhã, na Casa do Idoso São Vicente de Paulo, localizada na rua Jerônimo Ribeiro, bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus.

Vida de paixões e poesia

“O rio corre pra baixo, no meio faz um remanso, no dia que não te vejo meus olhos não têm descanso”. Era esta a poesia que o poeta Gegé recitava para todos que o visitavam, após relatar a história de uma paixão por uma enfermeira de nome Dora, que o abandonou após sete anos de convivência. “Este amor me levou a loucura, e desde então, em 1956, comecei a escrever. Hoje sou um eterno apaixonado”, contou em última entrevista concedida ao ACRÍTICA, no início deste mês.

Ele colecionava fotos de amigos que fez durante a vida e de pessoas que o visitavam no abrigo. Fazia questão de pendurar na parede do apartamento dele na Casa do Idoso. Paraibano nascido em Campina Grande, ele veio para Manaus aos 10 anos, onde trabalhou e casou-se quatro vezes.

Durante a última entrevista, ele contou que estava se preparando para lançar o quarto livro de poesia, no meio deste ano. Gege faleceu antes de concluir o livro, mas deixou como legado outros três livros de poesia, o último lançado no dia 29 de setembro do ano passado, data de seu aniversário.
 

Divulgação/Casa do Idoso São Vicente de Paulo 


“Ele vai deixar muitas saudades. Ela um idoso de destaque na casa, adorava receber visitas, recitar poemas de amor e contar sobre a vida dele. Ele era um eterno apaixonado e deixará muitas saudades”, disse a assistente social da casa, Mirna Carla.

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