Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
IMÓVEIS

Com a economia em recuperação, momento é oportuno para negociar o preço da locação

Especialistas contam que o tempo é de investimento, porque a previsão é que o mercado imobiliário volte a aquecer de verdade em 2018



imoveis.JPG A procura por salas comerciais aumentou (Foto: Winnetou Almeida)
16/07/2017 às 10:39

Algumas pessoas sonham em ter vários imóveis e passar a aposentadoria usufruindo do valor dos aluguéis? Parece uma missão quase impossível pela situação econômica que o País ainda está enfrentando. Mas especialistas contam que o tempo é de investimento, porque a previsão é que o mercado imobiliário volte a aquecer de verdade em 2018.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci- AM), Paulo Mota, conta que o momento é oportuno para alugar imóveis com preços mais baixos e numa área bem localizada.

 “É um bom investimento, pois são várias opções devido a oferta que existe no mercado, assim o empresário tem a chance de negociar. O segmento de locação continua aquecido”, revela.

Segundo ele, muitos clientes alugaram neste último semestre. Anteriormente, uma sala comercial custava R$ 4 mil, hoje está R$ 2 mil. Os proprietários têm suas regras e sempre há conversa e flexibilidade de ambas as partes na hora de contratar.

“Hoje o cliente tem um leque de opções, aquele imóvel que está bem cuidado, limpo e que tem uns armários embutidos é mais fácil de alugar, prevalece no gosto do consumidor”, diz.

Exemplo disso é o proprietário do Centro Comercial do Parque 10, Fauler Cavalcante, que sempre gostou de investir no ramo residencial e nos últimos seis meses abrangeu o investimento para o comercial.

“Eu consegui alugar nesse tempo 50% do empreendimento. Eu acho um bom investimento. Tenho 14 salas e 7 delas estão alugadas. Eu mesmo faço as negociações. Disputo com a rua do Comércio que está em torno de R$ 3 mil a R$ 2,5 mil e gosto de arriscar, trabalho com a metade do valor do que é a do concorrente. As minhas lojas do segundo piso custam R$ 2 mil e as de térreo R$ 1 mil a 1,5”, conta.

Fauler gostou tanto do investimento que vai implementar um centro comercial voltado para a alimentação no bairro Cidade Nova.

Em contraponto ao que outros proprietários falam, a proprietária do Centro Comercial Shopping Madeira, no Vieiralves, que preferiu ter o nome não revelado, conta que se tivesse outra oportunidade de investir em aluguel comercial não investiria.

“Temos que ficar baixando os preços dos aluguéis, é muita inadimplência, o dinheiro que eu recebo é só para pagar os seguranças que é de uma empresa terceirizada. Tem muitas lojas desocupadas. As pessoas aproveitam a situação da crise na hora de pagar o aluguel”, enfatiza.

A procura aumentou!

O representante comercial Leandro Dias,  parceiro do DC Gallery, no Vieiralves, Zona Centro Sul,  conta que as salas comerciais custavam R$ 7 mil, agora custam R$ 5,5 ou até R$ 5 mil, com espaços de 130 m. Outra vantagem é contar com tempo de 30 a 60 dias para o cliente se estruturar sem cobrar nada por isso.

“A galeria tem quase três anos, com 13 lojas. Nos últimos dois anos as lojas tiveram a ocupação de 30% em média e nesse ano está com uma taxa de ocupação de 80% e aqui no Vieiralves, nesse ano, aumentou o número de empresários querendo investir”, diz.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.