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Com irmão desaparecido, Iliseu Monteiro depõe ao MP e dá prazos para quitar salários

O vereador presidente da Câmara e prefeito de Coari em exercício prestou depoimento ontem para a comissão de investigação do Ministério Público do Estado (MPE). Ele disse que os salários atrasados serão pagos até amanhã e que o 13º dos servidores será quitado até 5 de fevereiro. 21/01/2015 às 10:05
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Monteiro foi o primeiro a ser ouvido pela comissão que desembarcou em Coari na terça-feira (20)
Raphael Lobato ---

Uma semana após as manifestações em Coari, o presidente da Câmara do município e prefeito em exercício, Iliseu Monteiro (PMDB), prestou depoimento ontem para a comissão de investigação do Ministério Público do Estado (MPE-AM). O irmão do prefeito cassado Igson Monteiro (PMDB) admitiu atrasos e estabeleceu prazos para quitar as dívidas da gestão com os servidores do município.

Alvo de ataques à sua residência, o peemedebista informou aos membros da comissão que os salários de dezembro do ano passado começaram a ser pagos ainda ontem e que até amanhã estarão regularizados. Em relação ao décimo terceiro, Iliseu Monteiro disse que a prefeitura calcula que os valores deverão ser depositados até o dia 5 de fevereiro.

A comissão ministerial desembarcou às 10h de ontem em Coari e deverá permanecer no município até amanhã. Hoje, o grupo planeja convocar secretários da gestão de Igson Monteiro para depor e reunir extratos da movimentação financeira da prefeitura. A ideia do grupo é não só investigar os motivos das manifestações como também novas irregularidades.

O grupo está sendo coordenado pelo procurador de justiça Públio Caio, que conta com o suporte dos promotores Alberto Nascimento (promotorias criminais) e Igor Peixoto (juizado especial criminal), além do major da Polícia Militar Algenor Teixeira. Dois oficiais da equipe de inteligência da PM também acompanham as investigações.

O titular da promotoria regional de Coari, Felipe  Fish, deverá entregar à comissão papeladas referentes a investigações em andamento no município desde 2010. Ele afirmou à reportagem que tem pelo menos 10 procedimentos investigatórios em torno da prefeitura. “Nós trabalhamos nesses casos desde a gestão passada”, disse, referindo-se aoprefeito cassado e detido, Adail Pinheiro.  

Igson dribla comissão do MP

Apesar de ter esvaziado o período de 36 dias de férias aprovado pela sua base na Câmara, Igson Monteiro não retornou a Coari ontem, conforme havia informado à imprensa. Segundo vereadores ouvidos pela reportagem, Monteiro fez uma rápida passagem pelo município na madrugada de segunda-feira (19) e retornou rapidamente após algumas reuniões. Ele pode ficar ausente por até 15 dias.


Mototaxistas recebem reajuste nas tarifas

Uma das principais classes incentivadoras das manifestações em Coari, os mototaxistas tiveram a reivindicação pelo aumento nas tarifas do transporte atendidas ontem por Iliseu Monteiro, por meio de decreto publicado no Diário Oficial. O valor da “corrida” passou de R$2 para R$3.

Na noite de anteontem, o presidente da Câmara em exercício, Adinamar Guimarães (PMN) convocou uma reunião com associações ligadas ao segmento para informar sobre o aumento. A classe comemorou, mas pediu investimentos em infraestrutura.

Segundo militantes do município ouvidos pela reportagem, há em em Coari pelo menos dois mil associados a sindicatos de mototaxistas. A correção atingiu também “corridas” para comunidades próximas e  até o aeroporto local. 


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