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Com o dólar em alta, Europa se torna uma opção mais atraente para intercâmbios

Além de enriquecer o currículo, uma experiência fora do País amplia a visão de mundo dos estudantes, conferindo importante diferencial competitivo 22/03/2015 às 11:57
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Brasil é o país que mais envia estudantes à França
Priscila Rosas ---

Quem fez intercâmbio sabe bem a diferença que a experiência faz no currículo e na vida profissional como um todo. Com o dólar em alta, a Europa se torna uma opção mais atraente. De acordo com a Cooperação Universitária do Campus France, agência da Embaixada da França, o Brasil é o país que mais envia estudantes para as universidades francesas, aproximadamente 5 mil por ano. “Em 2012, 4.039 alunos brasileiros foram para a França por meio do Campus France. Já o levantamento do ano passado aponta 5.148.

Além dos programas de mobilidade acadêmica internacional, a França se tornou um destino privilegiado dos estudantes brasileiros por conta de sua reconhecida excelência acadêmica e também dos diferentes auxílios fornecidos aos estudantes pelo governo francês”, explica Junior Vieira, porta-voz do Campus France.

São mais de 190 programas de bolsas oferecidos para estudantes brasileiros em diversas áreas. A mais procurada é a de engenharia, mas existem oportunidades nos cursos de administração e negócios, estudos políticos, artes plásticas, design, moda, arquitetura, cinema, entre outras. O governo francês subsidia a maior parte dos custos com o curso, transporte, moradia e até mesmo, assistência médica.

“No caso da França, as diferenças culturais existem, mas os brasileiros não costumam apresentar problemas de adaptação. No que diz respeito ao aspecto financeiro, é preciso se informar sobre o custo de vida real no país e se programar antecipadamente”, aconselha o porta-voz.

Ser intercambista não é uma realidade distante. Para aqueles que desejam pagar por ele, a maioria das empresas dessa área possuem facilidades de pagamento. O IE Intercambio, por exemplo, é bem flexível. O cliente escolhe o pacote mais viável, com curso de francês mais acomodação e seguro saúde, obrigatório na Europa, e até mesmo, um curso extra de culinária. Tudo isso, pago em parcelas que não pesam. O governo brasileiro também oferece bolsa. As mais conhecidas são do programa “Ciências Sem Fronteiras”.

Amanda Karoline, 22, é bolsista do projeto Brafitec e está na França desde julho do ano passado. A aluna de engenharia de materiais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), recebe uma bolsa no valor de 870 euros por mês. Parte desse valor é destinado à renda fixa, como o aluguel do alojamento e a alimentação. O que sobra, ela utiliza de diversas maneiras. “Posso te falar que virei compulsiva por compras. Hoje espero ansiosamente por um tempo para ir ao centro da cidade gastar. Alimentação, transporte, eventos, roupas, sapatos... tudo é barato”, diz.

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