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Com sólida carreira internacional, António Carrilho está em Manaus para masterclasses e apresentação

No sábado, o flautista português faz apresentação única com a Orquestra Barroca do Amazonas, no Centro Cultural Palácio Rio Negro 22/05/2015 às 18:37
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A orquestra foi criada em 2009 e se prepara para o lançamento do seu segundo disco
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Neste sábado, às 18h, a Orquestra Barroca do Amazonas (OBA) faz apresentação única com o flautista português António Carrilho, que está em Manaus para ministrar uma série de masterclasses com os alunos de graduação e mestrado em Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O concerto acontece no Centro Cultural Palácio Rio Negro e terá entrada gratuita. A vinda do músico para a cidade conta com apoio do Governo do Amazonas, por intermédio do diretor artístico da OBA, Márcio Páscoa.

Professor da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, em Portugal, Carrilho é um artista com carreira internacional consolidada – este ano ele já passou pelos Estados Unidos e Japão e, depois de Manaus, tem apresentações marcadas no Rio de Janeiro.

Seu instrumento de estudo é a flauta doce, que será o grande destaque no concerto com a Orquestra Barroca.“Eu sempre fiz apresentações fora do País, e numa dessas viagens para tocar com outros músicos nós fomos apresentados”, conta Páscoa sobre como conheceu o flautista.

“Depois combinamos uma oportunidade de tocarmos juntos, o que acabou acontecendo em Portugal mesmo, e em seguida o convidei para gravar uma faixa do nosso novo disco, que sai em junho. O convite para vir a Manaus surgiu desse encontro”, lembra.

O repertório da apresentação de amanhã foi todo escolhido por Carrilho, que selecionou composições de Carl Philipp Emanuel Bach e Wilhelm Friedemann Bach, filhos do alemão Johann Sebastian Bach, além de outras músicas do mesmo período.

Ao todo, serão cinco peças, entre trechos de sinfonias e solos do português e duos entre ele e Páscoa.“A flauta doce como instrumento de concerto é fenomenal, capaz de executar um repertório enorme, com alto grau de complexidade. Será uma oportunidade excelente para que vejam que não se trata de instrumento limitado à iniciação infantil. Tocar um ‘Cai, cai, balão’ na flauta doce tem o mesmo grau de dificuldade que tocar num piano”, ressaltou Páscoa.

De acordo com o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, “receber um artista de grande talento e reconhecimento internacional, em apresentação especial, é um intercâmbio em que todos ganham, especialmente o público”.

Projetos

Criada em 2009, a Orquestra Barroca do Amazonas já esteve em diversas cidades do Brasil (todas as capitais da Amazônia Legal) e do exterior (Lisboa, Turim, Salamanca, etc), em festivais de ópera e música sacra ou em apresentações em igrejas e teatros históricos.

Em 2013, o grupo lançou o CD “Dei Due Mondi”, com obras de autores italianos e ibéricos que influenciaram a formação do contexto lusófono em que se insere o Brasil. No dia 12 de junho, os instrumentistas lançam um segundo álbum, “Drama”, com árias e concertos dramáticos de procedência luso-brasileira do final do século 18.

Entre junho e julho, o corpo artístico também dá continuidade à circulação do projeto “Ópera no Brasil Colonial”, que tem apoio da Petrobras, com o qual está viajando desde 2013. Os próximos destinos são os Estados de São Paulo e Paraná.


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