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Comandante quer transferência de Adail Pinheiro do CPE

Enquanto isso, a Polícia Civil tenta localizar o homem que tentou entregar R$ 6 mil em uma caixinha de remédios para o ex-prefeito de Coari, que está preso desde 2014 no Comando de Policiamento Especializado 29/06/2015 às 22:03
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Pavilhão de duas celas onde Adail está detido desde fevereiro de 2014
Joana Queiroz Manaus (AM)

O titular do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na avenida Desembargador João Machado, bairro Planalto, Walter Cabral disse que instaurou inquérito policial para identificar o homem que na tarde de domingo (28) tentou fazer chegar às mãos do detento Manoel Adail Pinheiro, ex-prefeito do Município de Coari, R$ 6,1 mil em espécie. 

A encomenda, uma sacola contendo um pacote de biscoito de chocolate, uma batata e outro de salgadinho, além de uma caixa de remédio que estava recheada com o dinheiro, foi entregue  aos policiais do Corpo da Guarda do Comando de Policiamento da Especializado (CPE), no conjunto Dom Pedro I, Zona Centro-Oeste, onde o ex-prefeito encontra-se preso.

De acordo com o delegado, inicialmente serão intimados para prestar depoimento todos os policiais do corpo da guarda do quartel para tentar traçar o perfil físico do desconhecido.

Cabral vai tentar encontrar câmeras de segurança de imóveis vizinhos que possam ter registrado imagens do desconhecido. “Essas imagens podem nos ajudar na identificação”, disse o delegado.

Walter Cabral não descarta a possibilidade de convocar o preso para ser ouvido também no inquérito.

Nesta segunda-feira (29), o comandante do CPE, Cleitiman Oliveira, disse que conversou informalmente com o ex-prefeito e esse disse que não sabia de nada e atribuiu a entrega do dinheiro na portaria em seu nome como armação política de adversários políticos tentando prejudicá-lo.

A entrega da encomenda aconteceu por volta das 16h por um homem, descrito como moreno e de estatura baixa.

O mesmo chegou a pé e disse aos policiais que a encomenda se tratava de alimentos que deveriam ser entregue ao ex-prefeito. No momento que os policiais passaram a examinar o conteúdo da encomenda, o desconhecido fugiu correndo. “Ele não chegou nem entrar”, revelou o comandante.

Por determinação do comandante, foi feito um comunicado administrativo ao Centro de Operações de Segurança (Ciops) para o conhecimento do Comandante Geral da Polícia Militar e depois, todo o material foi encaminhado ao 10º DIP.

O comandante do CPE disse que, atualmente, sete policiais militares cumprem pena no CPE e que Adail é o único civil preso no Comando. Confessou também que o ex-prefeito de Coari é o que mais recebe visitas de familiares, advogados e de políticos, além de atrair a imprensa.

Ex-prefeito pode ser transferido

O comandante  do CPE, Cleitman Oliveira, disse que hoje (30) vai encaminhar à Justiça informações sobre o que ocorreu no domingo e vai reforçar o pedido de transferência do ex-prefeito para uma unidade do Sistema Prisional. Cleitiman disse que já havia pedido aos magistrados que estão com o processo do ex-prefeito para que tire ele de lá, já que o mesmo não tem mais direito a prisão especial. “Não consigo imaginar para que seria esse dinheiro, já que preso não pode ter valores em seu poder”, disse o comandante.

Há suspeita de que, se o dinheiro fosse mesmo para o ex-prefeito ele deveria usar para fazer algum tipo de pagamento de alguém que o visita. O comandante disse que as revistas nas visitas à presos que estão no CPE serão ainda mais rigorosas para evitar futuros problemas, como fuga, saídas ilegais e até mesmo corrupção de policiais. “Nada disso podemos descartar que possa acontecer. Por isso estamos com atenção redobrada”, disse o comandante.

Em números

11 anos e dez meses

É o tempo de prisão  da condenação de Adail Pinheiro por conta de crimes sexuais.  Ele está preso desde o dia 8 de fevereiro de 2014, no quartel do CPE no conjunto D. Pedro, mas deverá ser transferido para uma cadeia pública.

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