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Cotidiano
SAÚDE PÚBLICA

Combate ao Aedes reduz casos de dengue, mas Chikungunya 'cresce' em Manaus

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), os quatro primeiros meses deste ano foram os que tiveram o maior número de ocorrências confirmados. Sendo que, em janeiro, foram 115 casos e, em abril, 180 03/09/2016 às 10:44 - Atualizado em 03/09/2016 às 11:54
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O combate aos focos do msoquito ainda é a melhor forma de prevenção. (Euzivaldo Queiroz - 13/fev/2015)
Alik Menezes Manaus (AM)

Apesar do aumento no número de casos suspeitos de dengue, o índice de casos confirmados da doença tem reduzido em Manaus. Em contrapartida, o número de casos de Chikungunya aumentou mais de 1.500% em comparação com o ano passado. 

O número de registros de suspeita dengue, de janeiro a agosto desse ano, foi de 7.485, mas 761 casos foram confirmados. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), os quatro primeiros meses deste ano foram os que tiveram o maior número de ocorrências confirmados. Sendo que, em janeiro, foram 115 casos e, em abril, 180. 

A partir de maio, as ocorrências confirmadas foram reduzindo. Em maio foram 93, junho 37 e, julho, 25. A Susam ainda não contabilizou o mês de agosto. O órgão municipal informou que agentes estão desenvolvendo ações diariamente para combater o mosquito Aedes aegygpti. 

Em comparação com o ano passado, o número de casos de dengue cresceu. Este ano foram 1.496, enquanto que, em 2015, 927 casos foram confirmados. 

Chikungunya e Zika

No caso da febre Chikungunya, no ano passado foram confirmados 14 casos de doença, enquanto que, em 2016, 228 foram confirmados até o mês de julho, informou a secretaria.  

De acordo com dados da Semsa, desde o início das notificações, em dezembro de 2015, foram confirmados 3.033 casos de zika, sendo que 430 deles eram em grávidas. O órgão ainda investiga 138 casos, 51 deles em mulheres grávidas. 

Nove casos suspeitos de microcefalia continuam em investigação. Segundo balanço da secretaria, Manaus continua com apenas um caso de microcefalia ligado ao zika confirmado. 

Ações

Para o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, é fundamental manter a vigilância semanal na checagem nos locais que podem servir de criadouros para proliferação do mosquito. O alerta é direcionado para toda a população, uma vez que a  maior parte dos criadouros do mosquito Aedes aegypti está localizada dentro das residências e, portanto, o combate deve ser contante. “Basta um dia semanal de limpeza para interromper o ciclo de evolução do mosquito”, alertou Bernardino.

O combate ao mosquito é realizado pelas secretarias municipais de Saúde, no caso de Manaus a Susam, que atua junto ao moradores, orientando para eliminação de água parada e também para a instalação de telas protetoras para caixa d’água e tonéis. 

Prevenção

Para o pesquisador Wanderli Pedro Tadei, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que desenvolve pesquisas sobre dengue e malária há 37 anos, a melhor forma de combater o mosquito Aedes aegypti é a prevenção.

“Vemos que existem muitas ações de orientação e conscientização, mas muitas pessoas não dão a devida importância. Isso é muito sério, é preciso ficar atento, fiscalizar e evitar água parada. A sociedade ainda tem que se conscientizar muito”, disse.

De acordo com o especialista, além de combater a água parada é preciso usar repelentes e, se possível, instalar telas de proteção também nas portas e janelas das residências. 

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