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Combate ao tráfico humano: Campanha ‘Coração Azul’ foi avaliada como positiva

Campanha abordou o enfrentamento dos crimes de tráfico de pessoas humanas para fins de exploração sexual, trabalho escravo e até mesmo para a retirada de órgão. Trabalhos de sensibilização devem continuar 31/07/2015 às 21:41
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A secretaria disse que o movimento nacional vai continuar durante todo o mês de agosto com a exposição temática da campanha de que liberdade não se compra.
Joana Queiroz Manaus (AM)

O enfrentamento dos crimes de tráfico de pessoas humanas para fins de exploração sexual, trabalho escravo e até mesmo para a retirada de órgão foi o tema da “Campanha Coração Azul”, que encerrou na tarde de ontem no Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes com a temática “Para que o sonho não vire armadilha”. 

Em Manaus a coordenadora da campanha, a secretária de direitos humanos Graça Prola, disse que o resultado foi positivo, mas que os trabalhos de conscientização da sociedade vão continuar.

O movimento foi lançado no dia 27 deste mês, pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), no auditório da a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), entidade que apoia a causa, além da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), do Departamento da Polícia Federal no Amazonas (DPF-AM).

Prola classificou o resultado da campanha como positivo. “Os objetivos foram alcançados, conseguimos conscientizar a sociedade com as ações que foram realizadas”, disse. De acordo com ela o ponto máximo da campanha aconteceu na quinta-feira passada, quando foi comemorado o dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoa. 

Durante o dia todo foram realizadas panfletagem em toda cidade. Várias pessoas aderiram ao movimento assim como organizações civis como  o Sindicato das Associações de Taxistas, de Canoeiros e até os caminhoneiros se dispuseram a participar do movimento.  Os canoeiros revelaram que muitas vezes encontram crianças e adolescentes sem nenhum documento de identificação tentando atravessar o rio. Eles se comprometeram em comunicar o fato à polícia e à Sejusc.

A secretaria disse que o movimento nacional vai continuar durante todo o mês de agosto com a exposição temática da campanha de que liberdade não se compra. Na primeira semana será lincada com a questão da Lei Maria da Penha que completa 9 anos que foi sancionada, depois será trabalhada a questão do tráfico. De acordo com Prola, as campanhas são sistemáticas e não param.

Prola informou que de 2011 a 2014 o registro oficial do núcleo da Sejusc foi de 20 casos de denúncias de tráfico humano a maioria para fins de exploração sexual e seguido para trabalho escravo. Em 2015 foi registrado um caso para fins de exploração sexual para a Suíça e outra de retirada de órgão o que, segundo Graça Prola, é de difícil comprovação. O caso está sendo apurado. 

Realidade

Rose Bertoldo, da rede Um Grito Pela Liberdade,  disse que embora o tráfico de pessoas no Amazonas pouco apareça, existe. Ela trata  do caso de uma moça que foi para Portugal com a promessa de casamento, mas foi mantida em cárcere privada. Ela foi libertada e está retornando.

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