Sábado, 18 de Setembro de 2021
Brasília

Comissão especial da Câmara rejeita, por 23 a 11, PEC do voto impresso

O único representante do Amazonas na comissão, deputado Bosco Saraiva (SD) votou pelo arquivamento da PEC



maxresdefault__5__B51DCB02-E557-4B96-A993-D5EF90AD7DB5.jpg Foto: Divulgação
05/08/2021 às 19:59

Por 23 votos a 11, a comissão especial da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso. Parecer do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR) reprovado previa a contagem  pública e manual dos votos impressos. 

O único representante do Amazonas na comissão, deputado Bosco Saraiva (SD) votou pelo arquivamento da PEC. 

A versão original da PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF) previa apenas que, em eleições, plebiscitos e referendos, independentemente do meio usado para registro dos votos, será “obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”.



O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ontem pela manhã que a proposta poderá ser avocada pelo plenário se o colegiado rejeitar o texto ou não concluir a tempo os trabalhos.

No mês passado, presidentes de oito partidos (Cidadania, DEM, MDB, Novo, PSDB, PSL, PV e Solidariedade) divulgaram nota em defesa da votação eletrônica como existe hoje. Na comissão especial, 12 dos 34 titulares foram indicados por sete dessas legendas. PT (3), PCdoB (1) e Psol (1) também são contrários à PEC.

O presidente Jair Bolsonaro vem afirmando que, sem o voto impresso, não haverá eleições no ano que vem. Matéria do Estadão mostrou que o ministro da Defesa, Braga Netto, enviou emissário a Arthur Lira, no dia 8 de julho, dizendo que sem voto impresso e “auditável”  as eleições não ocorrerão.

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