Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Companhia InterCement em Manaus ou Santarém?

Sinônimo no ramo da construção civil, a empresa Camargo Corrêa vai investir R$ 800 milhoes na construção de uma fábrica de cimento na região Norte, através da InterCement



1.gif Diretor de planejamento da InterCement, Marco Antônio Zangari, durante o evento da empresa
07/07/2013 às 13:54

Com plano de investir aproximadamente R$ 3 bilhões na instalação de fábricas para produção de cimento no Brasil até 2016, a InterCement, empresa de capital privado em negócios de cimento controlada pelo o Grupo Camargo Corrêa acena com a possibilidade uma nova fábrica do grupo em Manaus (AM) ou Santarém (PA).

Os investimentos para a fábrica regional está orçado em R$ 800 milhões, com capacidade instalada de 900 mil toneladas ao ano. A expectativa, segundo o diretor de planejamento estratégico da InterCement, Marco Antônio Zangari, é que até o final deste ano a empresa obtenha uma parcela do mercado. Ele destacou que Manaus faz parte dos planos da empresa em razão dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) que compensaria a questão logística. Por outro lado, a cidade de Santarém, no Pará, também, tem atenção especial. O município está situado nas proximidades de uma área onde se encontra uma jazida de calcário, principal matéria prima para a fabricação de cimento. “O custo de transporte e muito alto dentro da margem da produção total, no entanto, a implementação de uma fábrica na região seria uma plataforma para outras áreas da região Norte”, comentou.

Na implantação de uma unidade da InterCement serão gerados mais de mil empregos e no decorrer da operação 150 pessoas diretos. Marco Zangari destacou informou a empresa conta atualmente com 16 fabricas de cimento e duas de argamassa, que seguem o mesmo padrão das outras unidades no País. “Temos unidades com a capacidade para produzir dois milhões de toneladas de cimento por ano, sendo que esta que será instalada na região terá capacidade para um milhão”, disse.

Zangari ressaltou que o processo para instalação da fábrica leva em média 2 anos. “Estamos fazendo investimentos pensando no déficit habitacional da construção civil na região Norte”.

Política de mercado

O diretor de planejamento estratégico da InterCement, Marco Zangari, destacou que o mercado de Manaus, bem como, o da região Norte, cresceu nos últimos 8 anos, acima da media nacional. “Enquanto o Brasil nos últimos anos teve um crescimento de consumo de cimento na ordem de 8% ao ano a regiao Norte teve esse percentual elevou para 10”, ressaltou.

Para Zangari esse consumo mais alto vai se manter por muitos anos, em razão da demanda per capita que ainda é baixa na região. “Existe hoje uma condição de baixa produção local e que nos permite nos instalarmos aqui. Nosso modelo de atuação prevê as parcerias para produção de outros artefatos de concreto”, comentou. No ano passado a empresa vendeu 27 milhões de toneladas de cimento em suas unidades localizadas em Portugal, Egito, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e Brasil.

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