Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
Papa Francisco e a homoafetividade

Compreensão do Papa Francisco já se espalha pela diocese

Enquanto católicos e homossexuais viram posicionamento do Pontífice como uma 'novidade', religiosos não se surpreenderam



1.png O Pontífice argentino ganhou a simpatia dos brasileiros durante a passagem pelo País na Jornada Mundial da Juventude
04/08/2013 às 14:54

Após uma semana no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), momentos emocionantes do Papa Francisco em meio a milhares de jovens peregrinos no Rio de Janeiro ficaram marcados na memória de quem acompanhou de perto ou de longe a passagem do Pontífice argentino.

O líder da Igreja Católica deu várias declarações que surpreenderam os católicos, a exemplo de uma em seu primeiro discurso em português, quando usou gíria. Sorridente, o Papa Francisco disse: “Cristo bota fé nos jovens e também os jovens botam fé em Cristo”.

Todas as demonstrações de amor e de simplicidade do Pontífice no Brasil repercutiram entre os católicos e nas mídias. Mas a declaração do Papa que mais ganhou repercussão foi sobre o posicionamento da Igreja Católica no que diz respeito à homossexualidade.

A declaração do Pontífice sobre não querer julgar os homossexuais, durante o retorno ao Vaticano, dentro do avião que o levou de volta à Roma, causou surpresa em muitos católicos. No entanto, não foi algo tão surpreendente para membros da Igreja, como bispos e padres.

“O papa reafirmou a doutrina da Igreja Católica que reconhece em cada pessoa humana a imagem e a semelhança de Deus e independente da orientação sexual”, comentou o arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Eduardo Castriani.

As palavras de Papa Francisco foram interpretadas por muitos católicos como uma “mudança” na Igreja,  enquanto foram bem recebidas por homossexuais. Numa entrevista coletiva, depois de se despedir do povo brasileiro, o Pontífice argentino declarou: “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”.

“A orientação sexual não se pode julgar. Isso não determina a relação com Deus. Está no Catecismo da Igreja Católica. Não foi algo declarado sem fundamentos e o Papa não disse nada de novo. A Igreja diz que os nossos atos é que podem não corresponder a nossa digniddade diante de Deus. O pecado está no ato. A pessoa não é julgada por aquilo que ela é e sim por aquilo que ela faz”, sustentou Dom Sérgio.

O catecismo da Igreja Católica diz que não se deve marginalizar as pessoas que são homossexuais. “A orientação sexal não determina quem ela é”, completou o arcebispo.

Casamento gay e aborto fora da pauta

Durante os sete dias em terras brasileiras, o Pontífice argentino evitou falar sobre o aborto e o casamento gay. Durante o voo de volta à Itália, ao falar sobre homossexualidade, o Papa destacou que “o Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem”.

“Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos”, declarou Papa Francisco.

Pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, padre Jair Samolim reconhece que o assunto é polêmico e se limita a comentar. Mas destaca: “o Papa só reforçou o Catecismo da Igreja Católica”. E cita: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza”, como diz uma frase do Catecismo, um texto de ensino da doutrina católica.

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