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Cotidiano
INTERIOR

Comunicação e documentação dificultam acesso a recursos federais para saneamento

Funasa promoveu reunião técnicas para aperfeiçoar projetos de saneamento básico apresentados pelos municípios do Amazonas no ano passado. 01/03/2018 às 07:18
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Alik Menezes Manaus

Falta de documentação e até problemas na comunicação prejudicam municípios do interior que tentam acessar recursos federais para projetos de saneamento básico de cidades do interior do Amazonas. Segundo o superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Wenderson de Souza Monteiro, no ano passado, os municípios apresentaram 86 propostas, das quais 69 foram habilitadas para convênios, somando R$ 49,1 milhões em recursos.
 
“Tem alguns que não colocaram a documentação mínima exigida e outros houve falta de comunicação com os prefeitos. Em 2017, o sistema fechou no final do ano, mas foi prorrogado novamente, e se não fosse isso, apenas 20 projetos teriam sido aprovados. Quem ficou de fora foi por falta de documentação ou falta de comunicação, mas sabemos quem são e estamos acompanhando de perto para ajudar (na próxima seleção)”, disse. 

O superintendente destacou que essas 69 propostas que foram habilitadas beneficiam 45 municípios do interior Amazonas e o valor do investimento será de R$ 49,1 milhões. “De 2014 para esse ano, os recursos repassados para propostas vem aumentando”, disse. Wenderson disse também que o valor de cada projeto apresentado varia de R$ 800 milhões a R$ 6 milhões. 

Para tirar dúvidas e também evitar que municípios tenham propostas recusadas futuramente, a Funasa promoveu, na manhã de ontem, uma reunião técnica para aperfeiçoar projetos de saneamento básico apresentados pelos municípios do Amazonas no ano passado. O evento foi realizado no auditório da Funasa, no bairro da Glória, Zona Oeste da capital. 

Segundo o superintendente, a reunião é importante para melhorar e aprimorar os projetos que muitas vezes ficam parados por meses. “Muitos ficam esperando algum tipo de complementação de dados ou ajustes técnicos por meses e isso atrasa a aplicação dos recursos federais em obras de saneamento básico e saúde ambiental”. 

Conforme o representante da Funasa, entre os anos de 2016 e 2017 cerca de R$ 63 milhões foram investidos em obras de saneamento básico no municípios do interior do Estado. 

Entre os municípios que mais receberam recursos estão: Barreirinha (R$ 1 milhão); Boca do Acre (R$ 7 milhões); Careiro (R$ 3 milhões); Itapiranga ( R$ 1 milhão); Maraã (R$ 1 milhão); e Tapauã (R$ 6 milhões). 

Funasa oferece apoio técnico para a elaboração e execução dos projetos

Para o prefeito do município de Novo Airão, Wilton Santos, é importante que os municípios estejam preparados tecnicamente para ter os projetos aprovados.

O prefeito destacou  que três projetos do município foram contemplados: um de Melhoria Sanitária Domiciliar, que vai beneficiar moradores da comunidade do Membeca (250 milhões de reais), outro de melhorias sanitárias na sede do município (500 mil reais) e outros 150 mil serão destinados à educação de moradores para que eles saibam combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti.

“Nessa reunião de hoje (ontem) vamos nos preparar tecnicamente para que a gente possa fazer os projetos e captar recursos do governo federal porque se a gente não estiver preparado esses recursos vão para outros estados”, afirmou o prefeito Wilton Santos.

 Além das reuniões técnicas, como a de ontem, a Funasa  oferece um apoio técnico de profissionais de engenharia, saúde ambiental, e convênios para os municípios que buscam uma cooperação técnica com o órgão.

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