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Comunidade oriunda do Rio Grande do Sul comemora neste sábado (20) o Dia do Gaúcho

Gaúchos festejam com churrasco e chimarrão a data em que a Província de São Pedro declarou guerra contra o império brasileiro por conta de altos impostos 20/09/2014 às 10:11
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A tradição dos oriundos do Rio Grande do Sul é marcada por danças, como a chula, e os rigores na hora de fazer um bom churrasco e um chimarrão quente
ACYANE DO VALLE ---

O dia vai ser de churrascada e muito chimarrão nos lares “gaúcho-amazonenses” porque se comemora o Dia do Gaúcho, data ápice das homenagens à Revolução Farroupilha, marco em que a Província de São Pedro, atual Estado do Rio Grande do Sul, declarou guerra contra o império brasileiro por conta de altos impostos.

Os “gaúchos de Manaus” estarão novamente mostrando um pouco de suas tradições e cultura em programações diversas pela cidade, mas é no dia a dia que um pedaço do Sul se insere no cotidiano local. O arquiteto amazonense Jean Faria, um fã da culinária gaúcha, aprendeu algumas técnicas da elaboração do churrasco com uma família do Rio Grande do Sul que vive em Manaus. “É uma região linda, que divulga a sua cultura e tradições”, comentou.

A empresária e nutricionista Cláudia Borges de Medeiros mora há 25 anos na capital amazonense e afirmou que o gaúcho leva suas tradições para onde for. “Tem orgulho de ter nascido na sua terra e gosta de contar sua história, mostrar a cultura do Rio Grande do Sul. Em todo o Brasil existe um Centro de Tradições Gaúchas (CTG), e em Manaus, funciona no Clube da Asa”, contou Cláudia. Ela veio para o Amazonas trabalhar em uma fábrica do Distrito Industrial. Conheceu o marido na capital - gaúcho também. E hoje tem um filho amazonense. “Construímos laços fortes com o Amazonas”, acrescentou.

O jornalista, empresário e ‘gaúcho’ – fez questão de enfatizar -, Jefferson Coronel, disse que é um povo de valoriza a sua tradição, cultura, hábitos e sua história. “Eu tenho chimarrão no escritório e em casa e, passar uma semana sem comer um churrasco, acho que eu morro”, declarou, bem-humorado. Apesar de tanto tempo longe de sua cidade natal, mais de 30 anos, acompanha tudo relacionado ao Rio Grande do Sul. “O jornal Zero Hora de Porto Alegre faz parte da minha leitura obrigatória diária; também ouço a rádio gaúcha e sempre acompanho o que acontece lá com a mesma intensidade com que faço aqui”, disse Coronel, torcedor do Internacional.

O jornalista veio para Manaus com a família na década de 70, mas resolveu ficar na cidade, mesmo depois que o pai, um sargento do Exército, voltou para o Rio Grande do Sul. “Escolhi Manaus para viver e morrer”, afirmou Coronel, que já foi secretário de Comunicação oito vezes, em gestões diferentes do Estado e Município.

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