Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021
tecnologia

Comunidades isoladas do Amazonas terão atendimento via telemedicina

Doação beneficia povos indígenas, ribeirinhos e outras populações tradicionais



amazonas_58299AA8-AAEB-41A3-B677-BBC5307FB219.JPG Foto: Rodolfo Pongelupe
25/11/2020 às 15:23

Mais de R$ 1,5 milhão em recursos foram destinados às ONGs com atuação no Amazonas para o atendimento a comunidades remotas na Amazônia por meio de polos de telessaúde, fortalecimento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e segurança alimentar, via doações de cestas básicas, produtos de higiene e limpeza e de EPI, a partir de janeiro de 2021. A doação foi realizada pela JBS, por meio do programa  “Fazer o Bem Faz Bem- Alimentando o mundo com solidariedade”, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que desenvolve a “Aliança COVID Amazonas”.
 
O projeto beneficiará seis comunidades de difícil acesso no Amazonas: Comunidade São Raimundo da Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá, no município de Carauari; Comunidade Nova Esperança da Resex Baixo Jutaí, no município de Jutaí; Comunidade Marauaá da Resex Auati-Paranã, no município de Fonte Boa; Comunidade Curimatá de Baixo da Resex Capanã Grande, no município de Manicoré; Comunidade Ponto do Campo da Resex CapAnã Grande, no município de Manicoré; Comunidade São Sebastião da Flona Tefé, no município de Tefé.

“A telessaúde implementada nas áreas remotas ameniza o sofrimento das populações, evita deslocamentos desnecessários e ainda contribui para o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde. A parceria também viabilizará a capacitação técnica e instrumentos de trabalho para os ACS como macas, oxímetros, termômetros, entre outros. Além disso, estão previstas ações que beneficiam as comunidades onde esses profissionais residem”, disse o coordenador do Programa de Saúde na Floresta da FAS, Luiz Castro.
 
Doações
 
As doações no Amazonas integram um esforço nacional da JBS de combate à Covid-19. Ao todo, a empresa vai doar R$ 400 milhões para mais de 290 cidades, beneficiando 77 milhões de pessoas no país. Além da FAS, as ONGs Aldeia Infantil SOS, Transforma Brasil, Ação Social para a Igualdade das Diferenças , Kanindé e Extensão Amazônia , que mantêm atuação no estado, também receberam doações. Entre as ações realizadas pelas instituições estão a distribuição de alimentos, cestas básicas, cartões alimentação e itens de higiene, doação de EPIs (equipamentos de proteção individual) hospitalares e recursos de infraestrutura para apoiar as ações desenvolvidas por cada uma das organizações no estado.
 
Todos os projetos foram escolhidos pelo Comitê Social do programa, que avaliou a capilaridade dos projetos e o impacto que o auxílio trará para as populações e comunidades mais necessitadas neste momento de pandemia. “A doação da JBS é um apoio importante para aqueles que necessitam de ajuda imediata para lidar com as adversidades diárias, agravadas pela situação que estamos vivendo”, aponta Antonio Batista da Silva Junior, presidente-executivo da Fundação Dom Cabral (FDC), membro do Comitê social do projeto.
 
Além de Silva Júnior, o Comitê é formado por profissionais com grande experiência em gestão social como Carla Duprat, diretora-executiva do Instituto InterCement; Carola Matarazzo, diretora-executiva do Movimento Bem Maior; Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), e Francisco Azevedo, diretor-executivo da Kairos Inteligência Social. O trabalho é coordenado por Joanita Karoleski, ex-presidente da Seara, coordenadora do projeto.
 
Para mais informações sobre o Programa Fazer o Bem Faz Bem clique aqui.



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