Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Reflexos decisão da ALE-AM

Conduta tomada por deputados é avaliada por lideranças

Avaliação sobre a decisão da ALE-AM foi feita por líder estudantil e pastor evangélico que acreditam que decisão dos parlamentares reforça imagem negativa da Assembleia



1.jpg Lideranças estudantil e religiosa avaliam decisão dos parlamentares como negativa
19/09/2013 às 08:32

O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (Une), Yann Evanovick, afirmou ontem que a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) de sepultar as denúncias contra o ex-presidente da Casa, o deputado Ricardo Nicolau (PSD), reforça a avaliação negativa que a sociedade faz do Poder Legislativo.

“A Assembleia está sendo questionada. Tem que levantar se é verdade ou não as denúncias feitas pelo Ministério Público. A instituição está sendo questionada pela sociedade. Uma instituição cujos membros ano que vem participarão de eleição para permanecerem nos cargos não pode responder dessa forma”, afirmou o lider estudantil.

Para ele, os deputados, ao arquivarem os pedidos de abertura de processo por quebra de decoro sem ao menos investigar o caso, fecham os ouvidos aos clamores das ruas contra a corrupção. “A população foi às ruas para que o Legislativo cumpra a sua função constitucional. A Assembleia está em xeque. É uma atitude negativa arquivar esse processo sem investigar. Há pouco tem pessoas estavam acampadas em frente a Assembleia cobrando um posicionamento. Somos contrários a esse tipo de medida”, disse Evanovick.

Conselheiro do Conselho de Referência da Aliança Cristã Evangélica do Brasil, o pastor José João Mesquita, disse que a decisão da ALE-AM mostra o quanto pessoas de caráter estão longe do parlamento. “O Brasil vai caminhar muitos anos para ter pessoas, políticos de caráter”, disse o religioso.

Para José João, com ato de proteção a Ricardo Nicolau, a ALE-AM também feriu o Ministério Público. “É lamentável. O Ministério Público então não serve para nada. Pois apura, descobre um crime, faz a denúncia à Justiça, e os colegas do deputado vão lá e resolvem a vida dele”, declarou o pastor.

O pastor também comparou o caso Nicolau com o do mensalão e o do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), que mesmo condenado e preso pelo  desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia foi mantido no cargo pela Câmara dos Deputados em  votação secreta.

Impunidade

“Esse é o Brasil da impunidade. Em que o sujeito que é condenado pode dizer: olha, se eu abrir a boca, vai cair muita gente.  Esses camaradas deveriam ser presos por formação de quadrilha. Isso que o Supremo Tribunal Federal fez hoje também. E o PT que colocou quatro ministros para defender mensaleiro. Chega de PT no Brasil”, afirmou o pastor José João Mesquita.

A CRÍTICA tentou falar nessa quarta-feira(18) com o Procurador-geral do MPE, Francisco Cruz, mas as chamadas para os telefones celulares dele de números 88xx-xx03  e 81xx-xx33 foram encaminhadas para a caixa postal.


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