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Confederação Nacional do Transporte reprova as rodovias do Amazonas

A 19ª Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte mostra que 87,6% das estradas têm algum tipo de deficiência 05/11/2015 às 08:48
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Uma das rodovias avaliadas, a BR-319, sofre para ter o trecho central recuperado devido aos embargos ambientais
luana carvalho ---

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem, aponta que 87,6% de um total de 960 quilômetros de rodovias no Amazonas apresentam algum tipo de deficiência e foram classificadas como regular, ruim, ou péssimo. A 19º Pesquisa CNT de rodovias 2015 percorreu e avaliou mais de 100 mil quilômetros de rodovias pavimentadas no Brasil.

No Amazonas, apenas 12,4% (119 quilômetros) das rodovias tiveram classificação “ótimo ou bom”. Se considerado somente a extensão da rodovia estadual AM -010, que liga Manaus à Itacoatiara, 100% das avaliações apontam para regular, ruim ou péssimo.

Além da AM-010, foram avaliadas as rodovias BR-174 (Manaus-Boa Vista), BR-319 (Manaus-Porto Velho) e a BR-230, mais conhecida como Transamazônica, que corta sete Estados, entre eles, o Amazonas.

Em relação ao pavimento, onde são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento, 85% da extensão avaliada no Amazonas foi classificada como regular, ruim, ou péssimo, enquanto que 14,5% foram considerados ótimos ou bons. Em toda a extensão, 9,2 apresentam a superfície do pavimento desgastada, segundo o estudo da confederação.

O tipo de pista, simples ou dupla, a presença de faixas adicionais de subidas, pontes, viadutos ou sinalização de curvas perigosas e de encostamento são avaliados no estudo. A pesquisa constatou que 85,5% da extensão das rodovias não possuem condições satisfatórias de geometria.

O Estado tem 96,4% da extensão das rodovias avaliadas na pesquisa de pista simples de mão dupla. O CNT estima que são necessários R$ 484,79 milhões de investimentos para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos de rodovias danificadas no Estado.

Pontos críticos O estudo mostra ainda que em toda a extensão das rodovias avaliadas no Amazonas, três trechos foram identificados com erosões na pista e quatro com buracos grandes. Segundo o estudo, as rodovias com deficiência reduzem a segurança de quem circula por elas, além de aumentar o custo de manutenção dos veículos e o consumo de combustível.

No Amazonas, o acréscimo do custo operacional devido às condições do pavimento chega a 53,3% no transporte rodoviário.

Trabalho orienta transportadores

O principal objetivo da Pesquisa CNT de Rodovias é contribuir com o transportador rodoviário do Brasil, apontando as deficiências e as necessidades de melhoria da infraestrutura das rodovias por meio de avaliação dessas características - pavimento, sinalização e geometria da via.

O modal rodoviário possui a maior participação na matriz de transporte de cargas (61%) e, segundo o CNT, investir em rodovias e na integração com os outros modais é fundamental para o desenvolvimento do País.

No Brasil, da extensão total avaliada, 57,3% apresentaram algum tipo de deficiência no estado geral (que inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via), sendo que 6,3% estavam em péssimo estado, 16,1% ruim e 34,9% regular. Possuem condições adequadas de segurança e desempenho 42,7%, que tiveram classificação ótimo ou bom.

Em números

960 é o total de quilômetros de rodovias que foram avaliadas no Amazonas. Deste número, 84,6%, o que equivale a 841 quilômetros, foram avaliados como regular, ruim ou péssimo.


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