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Conferência da ONU sobre clima aprova esboço de um acordo, mas disputas continuam

Projeto foi aprovado na COP21 para combater mudanças climáticas e deverá ser chancelado por 200 países na próxima semana 05/12/2015 às 13:18
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Com esta aprovação, encerram-se seis anos de trabalhos, desde 2011
Agências ---

A 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) aprovou hoje (5) um projeto de acordo para combater as alterações climáticas, que deverá chancelado pelos ministros dos cerca de 200 países na próxima semana, para ser posteriormente assinado a 11 de dezembro.

Com esta aprovação, encerram-se seis anos de trabalhos que começaram em Durban (2011), na África do Sul, quando as negociações para um pacto global de luta contra as alterações climáticas começaram.

O projeto de acordo, que tem 48 páginas e muitas opções em aberto, é um “sinal de otimismo para a próxima semana”, segundo o embaixador francês no plenário da COP21, Laurence Tubiana. “Temos uma nova base para as negociações aceita por todos (…) Trata-se de escrever (o texto) a seguir”, declarou Tubiana.

“Este texto marca a vontade de todos de alcançar um acordo. Nós não estamos no fim da jornada. Importantes questões políticas ainda precisam ser resolvidas”, disse Laurence Tubiana, enviada para questões de clima da França.

O texto estabelece opções, que vão de objetivos de longo prazo para reduzir o aquecimento global ao aumento de verbas para ações em países em desenvolvimento, que poderão ser acertadas por ministros nas conversas da semana que vem, que se encerram na sexta-feira.

“O trabalho não está terminado, as principais questões políticas continuam por ser decididas. Vamos precisar de toda a nossa energia, inteligência, capacidade de compromisso, capacidade de ver ao longe para chegar a um resultado”, acrescentou Laurence Tubiana.

Muitos países disseram que o esboço, resultado de quatro anos de trabalho deixou muitas questões sem ser resolvidas. “Nós esperávamos que nosso trabalho avançaria mais’”, afirmou Nozipho Mxakato-Diseko, da África do South Africa, que fala em nome de mais de 130 países em desenvolvimento.

“Nós fazemos um apelo a nossos parceiros para que ouçam nossas preocupações uma vez que trabalhamos juntos para encontrar uma solução.”

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