Publicidade
Cotidiano
RECURSOS HUMANOS

Confira a lista das 10 profissões mais bem pagas que não exigem ensino superior

De acordo com o levantamento do site de empregos Catho existem dez profissões que exigem apenas o nível técnico e oferecem salários de até R$ 5 mil 16/07/2016 às 19:45 - Atualizado em 17/07/2016 às 11:37
Show content 1108708
Senai-AM tem uma gama de cursos industriais, como técnico em mecatrônica. Divulgação/ Fieam
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Ganhar um bom salário sem precisar passar anos em uma universidade é o sonho de muitos. De acordo com o levantamento do site de empregos Catho existem dez profissões que exigem apenas o nível técnico e oferecem salários de até R$ 5 mil. Manaus conta com instituições que oferecem os cursos das áreas estabelecidas pelo ranking.

Em Manaus, o Centro Literatus (CEL) dispõe dos cursos de Técnico de Qualidade e Técnico em Mecânica que fazem parte dos cargos bem remunerados listados pela Catho a nível nacional.

A diretora de educação profissional, Rosselane Sandrini, revela que a procura pelo curso de Qualidade é grande e que muitos alunos que estudam no CEL já estão no mercado de trabalho. “Somente nesse primeiro semestre tivemos a entrada de 100 novos alunos no curso de Técnico de Qualidade, mas nosso ‘carro-chefe’ ainda é a administração. A maioria de nossos alunos são pessoas que já estão empregadas no distrito e precisam do curso técnico para se efetivar no trabalho”, explica.

Mario Jorge Peres é um desses alunos, trabalhando há três anos em uma empresa do distrito industrial uniu a prática à teoria. “A qualificação foi o objetivo principal para a escolha do curso técnico de qualidade. Ele é importante para a área que eu trabalho, porque posso aperfeiçoar o conhecimento teórico aliado à prática que tenho na empresa”, justifica.

Para a analista de RH, Audremara Vieira, ainda é difícil encontrar profissionais capacitados, alguns possuem o perfil de experiência necessária, mas não a formação técnica.  “Nosso requisito para contratação é que seja técnico de qualidade ou esteja cursando Gestão da Qualidade. O que acontece é que existem muitos profissionais que tem a experiência necessária para o cargo, mas não preenchem o requisito da capacitação. As empresas certificadas têm que seguir o padrão e aliar a capacitação com a experiência”, expôs Vieira.

Já na área de mecânica, o CEL aumentou o número de cursos oferecidos por conta da demanda. É o que certifica a diretora de educação, Amanda Estald.  “Aumentamos nosso portfólio no ano de 2015, devido à crescente demanda na área de controle e processos industriais. Em 25 anos de funcionamento dos cursos voltados para a saúde, nunca tivemos um retorno tão rápido como o curso de mecânica, a procura foi intensa”, assegura.

A média salarial do técnico em mecânica na capital amazonense está em torno de R$ 2,3 mil a R$ 2,5 mil, podendo trabalhar em diversas empresas. “No nosso estado, a área para projetista mecânico é mais reduzida, o técnico em mecânica atua mais em empresas do pólo de duas rodas, fornecedores de embalagens, manutenção de equipamentos, revisão e acompanhamento de processos industriais, confecção e manutenção de moldes, indústria metalúrgica em geral”, elenca o professor de mecânica, Cleuton Coelho.

Segundo o professor Coelho, os cursos técnicos têm maior demanda por ter uma duração menor em relação aos cursos de graduação. “O profissional procura os cursos técnicos como forma mais rápida de capacitação. O curso tem a duração de um ano e meio, podendo atuar em empresas que dão suporte ao polo industrial”, disse.

Profissão industrial

O consultor de ferramentaria, Nilton Nunes, formou-se em ferramenteiro pelo SENAI em 1987. Trabalhou em diversas empresas, dentre elas a Faber-Castell. Em quase 30 anos de experiência profissional, Nilton declara que atualmente o ferramenteiro é essencial. “Hoje ninguém vive sem plástico, tudo que precisa de plástico tem que ter o molde, injeção plástica, manutenção e consequentemente de ferramenteiro”, afirma.

“O que está acontecendo é que as empresas querem contratar pessoas capacitadas para trabalhar na área, gerando demandas. Muitas pessoas querem apenas trabalhar em escritórios, no computador, mas são poucas as que querem ‘sujar as mãos de graxa’”, completou.

O consultor de ferramentaria diz, ainda, que está em constante aprendizado e que a vivência da profissão é que prepara o profissional. “Aprendemos o básico na escola e a vida ensina o resto. Nesses 30 anos de experiência ainda estou aprendendo. Existem situações que só a experiência resolve, são situações que não estão em nenhum livro. Não dá para dizer que já se é ferramenteiro com apenas dois anos de prática”, conta Nunes.

Áreas preferenciais

Para a Gerente Geral de Educação Profissional do Senai, Sílvia Barros, a indústria local possui um foco diferente de oferta. “Aqui em nosso Estado, a nossa Indústria procura muito mais os cursos nas áreas de eletroeletrônica, metalmecânica, automação, TI, refrigeração, mecatrônica, construção civil, alimentos e vestuário devido a nossa realidade. Os que foram listados, na sua grande maioria, não atendem a necessidade da indústria local”, afirma. Com quatro unidades fixas na capital, o Senai-AM atua nas modalidades iniciação profissional, especialização, aperfeiçoamento profissional, aprendizagem industrial, habilitação profissional.

Lista

Publicidade
Publicidade