Publicidade
Cotidiano
SAÚDE

Confira cuidados que se deve ter com a pele no verão de Manaus

Segundo semestre do ano é marcado pela maior incidência de raios solares causadores de doenças de pele 02/07/2017 às 05:00
Show saufhuasf
Há quatro anos trabalhando sob o sol amazônico, Manoel Maia usa protetor solar e roupas leves para se manter saudável. (Gilson Melo/Free lancer)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Com o  verão amazônico a todo vapor e com  o sol seguindo aquele famoso ditado popular “um sol para cada ser habitante de Manaus”, os  manauenses estão mais  expostos aos raios solares e, com isso, devem tomar certos cuidados para proteger a pele e garantir conforto térmico. Além do bem-estar, é necessário ter o cuidado redobrado para evitar problemas sérios no futuro, como os cânceres de pele  que  podem levar a morte.

Mesmo com os alertas e campanhas contra as doenças de pele relacionadas com a falta de proteção, o manauense às vezes esquece de se proteger  ou não tem essa preocupação diária do cuidado com a pele. Alguns até reclamam que o protetor solar mancha as roupas ou muitas das vezes deixa o corpo “melecado”, principalmente após ser necessário caminhar na temperatura ambiente da cidade. 

Depois de presenciar o convívio diário de um amigo com câncer de pele,  o professor Marcos Vieira Cruz, 54, começou a se preocupar com a própria pele. Durante os mais de 50 anos de vida, ele nunca pensava em utilizar qualquer tipo de protetor solar ou evitar o contato direto com o sol. No caso de Marcos, o problema ainda é mais complicado, pelo  fato de ser calvo e por conta disso, a pele da cabeça ficar mais exposta ao sol.

“Presenciei meu amigo morrer por causa do câncer de pele. Ele sempre me dizia que pedia para Deus  levá-lo o mais rápido possível, pois não aguentava mais tanto sofrimento. Muita gente não sabe, mas quem tem câncer de pele fica totalmente transformado, as orelhas, a feição, e outras características. Foi desde o dia que soube da morte deste meu amigo que comecei a prestar mais atenção na minha pele”, relatou.

Marcos percebeu que havia na parte superior da cabeça dois sinais que o incomodavam. Um deles era profundo e não lhe dava uma boa sensação. Por conta disso, ele resolveu procurar um dermatologista para verificar se os sinais poderiam ser algo mais sério.

“A  médica analisou os sinais e disse que seria necessário retirá-los. O material foi para análise e quando retornei a consulta foi confirmado que um dos sinais tinha dado positivo para câncer de pele. Cheguei passar por um procedimento bem mais simples, porém, o sinal voltou a crescer. Tive que usar um produto mais forte que ardia muito o local onde ele era aplicado, foi um sofrimento para evitar que piorasse”, contou.

Desde a descoberta do câncer de pele, Marcos foi orientado a utilizar diariamente protetor solar, fator 99, além de roupas com proteção. Hoje, ele continua  a ser assistido por especialistas. De seis em seis meses ele realiza uma avaliação clínica. Além de utilizar o protetor solar recomendado, o professor procura andar com quase nada de pele exposta ao sol e para proteger a cabeça, sempre utiliza um chapéu ou boné. “Saúde é uma coisa séria e todo cuidado é sempre válido", concluiu.

Protetor solar e roupas confortáveis

 O vendedor  Manoel Maia, 57, há quatro anos  vende água nos sinais do boulevard Álvaro Maia. Ele conta que  desde que começou a trabalhar  nos sinais tem utilizado protetor solar. Além desta proteção, Manoel também anda com roupas confortáveis, camisa de mangas compridas, boné e mais um pano para proteger as orelhas e o pescoço.

“Para andarmos assim é necessário realizarmos uma boa alimentação e também nos manter bem hidratado. Sei que o contato direto com o sol é totalmente prejudicial. Todos os vendedores desta área tem esse cuidado. Quando um não tem o protetor, a gente divide e assim vamos levando a nossa rotina de trabalho. Começamos o trabalho desde às 8h e vamos até às 17h, então passamos muito tempo tendo contato com o sol, se não tivermos cuidado, logo iremos adoecer”, contou.

Patrícia Melo, dermatologista

"O  verão amazônico é muito  agressivo para pele sobre muitos aspectos. Nós temos um dos maiores índices de radiação ultravioleta do Brasil, índices superiores ao admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como tolerável. Essa radiação intensa ao longo do dia, sem proteção, acarreta uma série de danos progressivos a nossa pele. Entre eles, o surgimento de manchas, lesões induzidas e também as famosas ‘pano preto’.  Um dos principais desencadeadores  dessas manchas  é a  radiação. Além disso tudo, também temos as ocorrências do câncer mesmo. Então, as pessoas que se expõem ao nosso clima  sem nenhum tipo de proteção precisam estar alertas para o surgimento de doenças. Há necessidade do uso contínuo do filtro solar.  Além do uso do filtro solar é necessário manter sempre a pele hidratada nesse período por conta da transpiração excessiva. É preciso aumentar esse nível de hidratação, utilizar filtro solar, cuidar da umidade excessiva da pele e depois do banho ter o cuidado em secar a pele”.

Publicidade
Publicidade