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Confira dicas para encontrar dólar e euro com cotações atraentes

Saiba o ranking dos lugares mais baratos para fazer o câmbio. +DINHEIRO consultou especialistas que ensinam estratégias para fazer a compra de forma inteligente 29/08/2015 às 16:47
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Aprofundar a pesquisa, antes de comprar moedas estrangeiras, seja pelo ranking do BC, seja por sites de casas de câmbio ou até em consultas feitas pessoalmente podem evitar grandes prejuízos
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Nem tudo está perdido para quem precisa comprar moedas estrangeiras, em especial, o dólar. Apesar da cotação da moeda americana estar “nas alturas” e com perspectiva de alta para os próximos meses, existem maneiras de realizar a compra por preços mais acessíveis. Para evitar o cancelamento da tão sonhada viagem ao exterior, +DINHEIRO consultou especialistas que ensinam estratégias para fazer a compra de forma inteligente.

Segundo eles, uma das principais formas de se “garimpar”, baixas cotações de dólar e euro, mas que ainda é desconhecida pelo grande público é a consulta ao ranking mensal disponibilizada pelo Banco Central do Brasil (BC).

A lista, disponível no site da instituição, apresenta o ranking do Valor Efetivo Total (VET) - que inclui a taxa de câmbio, as tarifas e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) - cobrado nas operações feitas por bancos e casas especializadas.

Ranking

A lista mostra a média da cotação de todas as operações realizadas no mês e, por disponibilizar  sempre os dados do mês anterior, funciona apenas como uma referência para o comprador, uma vez que as cotações  variam diariamente.

“A consulta dá uma boa pista sobre as melhores cotações. É importante fazer essa e outras pesquisas porque em épocas de economia estável as cotações variam pouco entre as corretoras de câmbio, mas em períodos mais críticos, como o atual, os contrastes são bem maiores”, enfatiza o professor especialista em finanças, Alexandre Cabral.

Uma das dicas para consultar o ranking é levar em consideração as cotações de corretoras que fizeram um mínimo de 100 negociações por mês.

 Isso porque, se as negociações forem poucas, e parte delas tiver sido realizada em dias de cotação muito alta, a instituição ficará mal colocada no ranking, o que não significa necessariamente que ela seja a mais cara.

Outra estratégia é observar se a empresa fica entre as mais baratas por pelo menos três meses. Juntas, essas duas evidências podem indicar as que vendem efetivamente mais barato.

Para facilitar, DINHEIRO observou esses critérios e elaborou um ranking (tabela ao lado) das dez empresas com as cotações mais atrativas para dólar e euro em julho (dados mais recentes disponíveis).

Os valores simulam a compra de 10.000 dólares ou euros em cada instituição e quanto seria necessário para fazer o câmbio. No site, outros valores podem ser simulados. Vale lembrar que, em agosto, essas cotações já foram modificadas.

Mais estratégias

Para Cabral, a consulta ao site não dispensa uma boa pesquisa nas próprias instituições financeiras. “É bom ter atenção às facilidades oferecidas. Algumas empresas oferecem isenção de IOF, por exemplo, mas transfere o valor para a taxa cobrada. Portanto, faça os cálculos antes de fechar negócio”, aconselha.

O especialista sugere também que a compra seja feita aos poucos até a data da viagem. “Se for comprar US$ 10 mil, parcele a compra em cinco vezes de US$ 2 mil. Isso evita que o comprador crie expectativa em torno de uma cotação mais baixa, que pode não chegar, uma vez que existem previsões de que o dólar feche o ano em R$ 3,74 e o euro, em R$ 4,25”, alerta.

Cursos Online

Estudar pela internet é a opção para quem não tem tempo para cursos regulares. As melhores universidades

já aderiram à tendência.

Personal Organizer

Martha Sol trocou a carreira de empresária para se tornar a primeira personal organizer de Manaus, a profissional que coloca sua casa em ordem.

Nova Coluna

Gabriel Benarrós assina a coluna inovação & negócios, onde analisa o cenário atual para empreendedorismo e tecnologia.

Pesquise as cotações

A pesquisa de preços é útil. Consultar o ranking do Banco Central (texto acima), fazer pesquisas pela internet e consultar a realização de compras pela própria web, estão entre as recomendações.  

Leia as entrelinhas

Ao negociar em casas de câmbio ou bancos, observe as taxas embutidas e verifique se descontos oferecidos não foram transferidos para outra tarifa, onerando o valor total a ser pago.

Não espere muito

Tanto o dólar quanto o euro devem terminar o ano com cotações ‘nas alturas’. Portanto, esperar o preço cair pode ser uma armadilha e obrigar o turista a pagar caro por deixar para a última hora.

Parcele

Uma sugestão dos especialistas  é parcelar a compra. Se for precisar de US$ 10 mil, compre em cinco vezes de US$ 2 mil, por exemplo. A variação diária das cotações pode garantir um bom preço, na média.

Cuidado ao vender

Só vale a pena vender dólar se não for usar mais tarde. Se a viagem foi somente adiada, fique com o dinheiro. As casas de câmbio costumam vender a um preço maior do que compram.

Fundo cambial

Investir no fundo cambial, para fugir das casas de câmbio não é bom para quem precisa do dinheiro antes de seis meses. Quem sacar antes desse prazo, paga 22,5% de IR, além de outras taxas.

Serviços ‘plus’ para os clientes

Uma das empresas ranqueadas por +DINHEIRO, foi  a Confidence Câmbio, que também, atua em Manaus, com unidades em  shoppings da cidade. A casa de câmbio aparece em sétima posição entre as dez mais baratas do mês de julho para a cotação do dólar (R$ 3,37, em média).

O diretor de varejo da empresa, Juvenal dos Santos, defende que além de uma cotação competitiva, o comprador de moedas estrangeiras deve observar outras vantagens oferecidas pelas empresas da área.  

Entre os produtos e serviços oferecidos pela própria Confidence, ele destaca  o cartão pré-pago multimoedas, no caso da empresa, batizado de  Multi Moeda Cash Passport. “Nele, o  turista carrega até seis moedas diferentes em um mesmo cartão. O produto é ideal para quem vai viajar para mais de um país na mesma viagem e prioriza a segurança”, explica.

Outro serviço é o BuyBack, que protege o cliente da oscilação cambial. “Funciona assim: caso o turista retorne com dinheiro remanescente de sua viagem ao exterior, a empresa compra novamente a moeda no valor que ele pagou, evitando assim prejuízos para o cliente”, detalha o diretor de varejo.

Há ainda a possibilidade de o cliente realizar  remessas online. O serviço permite que, por meio do site da empresa (confidencecambio.com.br), os clientes também possam pagar contas do exterior ou enviar dinheiro para outros países, usando a internet”, acrescenta.

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