Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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Confira dicas para encontrar dólar e euro com cotações atraentes

Saiba o ranking dos lugares mais baratos para fazer o câmbio. +DINHEIRO consultou especialistas que ensinam estratégias para fazer a compra de forma inteligente



1.gif Aprofundar a pesquisa, antes de comprar moedas estrangeiras, seja pelo ranking do BC, seja por sites de casas de câmbio ou até em consultas feitas pessoalmente podem evitar grandes prejuízos
29/08/2015 às 16:47

Nem tudo está perdido para quem precisa comprar moedas estrangeiras, em especial, o dólar. Apesar da cotação da moeda americana estar “nas alturas” e com perspectiva de alta para os próximos meses, existem maneiras de realizar a compra por preços mais acessíveis. Para evitar o cancelamento da tão sonhada viagem ao exterior, +DINHEIRO consultou especialistas que ensinam estratégias para fazer a compra de forma inteligente.

Segundo eles, uma das principais formas de se “garimpar”, baixas cotações de dólar e euro, mas que ainda é desconhecida pelo grande público é a consulta ao ranking mensal disponibilizada pelo Banco Central do Brasil (BC).



A lista, disponível no site da instituição, apresenta o ranking do Valor Efetivo Total (VET) - que inclui a taxa de câmbio, as tarifas e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) - cobrado nas operações feitas por bancos e casas especializadas.

Ranking

A lista mostra a média da cotação de todas as operações realizadas no mês e, por disponibilizar  sempre os dados do mês anterior, funciona apenas como uma referência para o comprador, uma vez que as cotações  variam diariamente.

“A consulta dá uma boa pista sobre as melhores cotações. É importante fazer essa e outras pesquisas porque em épocas de economia estável as cotações variam pouco entre as corretoras de câmbio, mas em períodos mais críticos, como o atual, os contrastes são bem maiores”, enfatiza o professor especialista em finanças, Alexandre Cabral.

Uma das dicas para consultar o ranking é levar em consideração as cotações de corretoras que fizeram um mínimo de 100 negociações por mês.

 Isso porque, se as negociações forem poucas, e parte delas tiver sido realizada em dias de cotação muito alta, a instituição ficará mal colocada no ranking, o que não significa necessariamente que ela seja a mais cara.

Outra estratégia é observar se a empresa fica entre as mais baratas por pelo menos três meses. Juntas, essas duas evidências podem indicar as que vendem efetivamente mais barato.

Para facilitar, DINHEIRO observou esses critérios e elaborou um ranking (tabela ao lado) das dez empresas com as cotações mais atrativas para dólar e euro em julho (dados mais recentes disponíveis).

Os valores simulam a compra de 10.000 dólares ou euros em cada instituição e quanto seria necessário para fazer o câmbio. No site, outros valores podem ser simulados. Vale lembrar que, em agosto, essas cotações já foram modificadas.

Mais estratégias

Para Cabral, a consulta ao site não dispensa uma boa pesquisa nas próprias instituições financeiras. “É bom ter atenção às facilidades oferecidas. Algumas empresas oferecem isenção de IOF, por exemplo, mas transfere o valor para a taxa cobrada. Portanto, faça os cálculos antes de fechar negócio”, aconselha.

O especialista sugere também que a compra seja feita aos poucos até a data da viagem. “Se for comprar US$ 10 mil, parcele a compra em cinco vezes de US$ 2 mil. Isso evita que o comprador crie expectativa em torno de uma cotação mais baixa, que pode não chegar, uma vez que existem previsões de que o dólar feche o ano em R$ 3,74 e o euro, em R$ 4,25”, alerta.

Cursos Online

Estudar pela internet é a opção para quem não tem tempo para cursos regulares. As melhores universidades

já aderiram à tendência.

Personal Organizer

Martha Sol trocou a carreira de empresária para se tornar a primeira personal organizer de Manaus, a profissional que coloca sua casa em ordem.

Nova Coluna

Gabriel Benarrós assina a coluna inovação & negócios, onde analisa o cenário atual para empreendedorismo e tecnologia.

Pesquise as cotações

A pesquisa de preços é útil. Consultar o ranking do Banco Central (texto acima), fazer pesquisas pela internet e consultar a realização de compras pela própria web, estão entre as recomendações.  

Leia as entrelinhas

Ao negociar em casas de câmbio ou bancos, observe as taxas embutidas e verifique se descontos oferecidos não foram transferidos para outra tarifa, onerando o valor total a ser pago.

Não espere muito

Tanto o dólar quanto o euro devem terminar o ano com cotações ‘nas alturas’. Portanto, esperar o preço cair pode ser uma armadilha e obrigar o turista a pagar caro por deixar para a última hora.

Parcele

Uma sugestão dos especialistas  é parcelar a compra. Se for precisar de US$ 10 mil, compre em cinco vezes de US$ 2 mil, por exemplo. A variação diária das cotações pode garantir um bom preço, na média.

Cuidado ao vender

Só vale a pena vender dólar se não for usar mais tarde. Se a viagem foi somente adiada, fique com o dinheiro. As casas de câmbio costumam vender a um preço maior do que compram.

Fundo cambial

Investir no fundo cambial, para fugir das casas de câmbio não é bom para quem precisa do dinheiro antes de seis meses. Quem sacar antes desse prazo, paga 22,5% de IR, além de outras taxas.

Serviços ‘plus’ para os clientes

Uma das empresas ranqueadas por +DINHEIRO, foi  a Confidence Câmbio, que também, atua em Manaus, com unidades em  shoppings da cidade. A casa de câmbio aparece em sétima posição entre as dez mais baratas do mês de julho para a cotação do dólar (R$ 3,37, em média).

O diretor de varejo da empresa, Juvenal dos Santos, defende que além de uma cotação competitiva, o comprador de moedas estrangeiras deve observar outras vantagens oferecidas pelas empresas da área.  

Entre os produtos e serviços oferecidos pela própria Confidence, ele destaca  o cartão pré-pago multimoedas, no caso da empresa, batizado de  Multi Moeda Cash Passport. “Nele, o  turista carrega até seis moedas diferentes em um mesmo cartão. O produto é ideal para quem vai viajar para mais de um país na mesma viagem e prioriza a segurança”, explica.

Outro serviço é o BuyBack, que protege o cliente da oscilação cambial. “Funciona assim: caso o turista retorne com dinheiro remanescente de sua viagem ao exterior, a empresa compra novamente a moeda no valor que ele pagou, evitando assim prejuízos para o cliente”, detalha o diretor de varejo.

Há ainda a possibilidade de o cliente realizar  remessas online. O serviço permite que, por meio do site da empresa (confidencecambio.com.br), os clientes também possam pagar contas do exterior ou enviar dinheiro para outros países, usando a internet”, acrescenta.


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