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Confirmado: ‘João Branco’ será levado para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná

A confirmação veio do delegado da PF Rafael Machado. O narcotraficante “João Branco” chegou a Manaus na sexta, após ser preso na fronteira com a Venezuela 27/02/2016 às 18:54
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“João Branco” chegando na sede da Superintendência da PF em Manaus
JOANA QUEIROZ Manaus

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O narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, será transferido para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. A confirmação do destino do criminoso veio do delegado de Polícia Federal Rafael Machado, na tarde de ontem (27).

“Branco” atualmente está preso na Superintendência da PF em Manaus. Ele chegou à capital amazonense na sexta-feira (26) vindo de Boa Vista, Roraima, após ser preso em Pacaraima, município de Roraima que faz fronteira com a Venezuela. “João Branco” tentava entrar no Brasil, mas a PF percebeu que ele estava com documentos falsos.

A transferência do João para o presídio de Catanduvas já deveria ter ocorrido, porém na sexta ainda não havia vaga para ele lá. Até o momento o delegado Rafael Machado não informou o horário da saída de “João Branco” para Catanduvas.

A Penitenciária Federal de Catanduvas está localizada a 476 quilômetros de Curitiba, na região oeste do Paraná. Foi a primeira prisão federal de segurança máxima inaugurada pela União. Como as demais penitenciárias de segurança máxima, o presídio tem 208 celas individuais e 12 de isolamento. O estabelecimento prisional destina-se exclusivamente a presos de alta periculosidade.

Fuga impossível

Fugir do presídio federal em Catanduvas é quase impossível. Com os materiais a que os presos têm acesso, cavar um túnel é uma missão extremamente difícil. Mas, por via das dúvidas, todo o terreno é coberto por uma camada de concreto de 1 metro e, sob o concreto, há chapas de aço ultra-resistentes

As celas são individuais, têm cerca de 7 metros quadrados e possuem uma cama, uma pia, um sanitário, uma mesa com banquinho – todos de concreto – e um chuveiro. Esta é a paisagem encarada pelo detento durante 22 ou 23 horas diárias.

Outros criminosos do sistema penitenciário do Amazonas também já ficaram presos no Paraná. O traficante José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, o assaltante de banco Sidney Cândido, o “Bid”, e o ex-policial militar Moacir Jorge da Costa, o “Moa”. Em 2007, “João Branco” ficou uma temporada na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS).

Catanduvas

O presídio federal em Catanduvas foi inaugurado em maio de 2006, e logo em julho do mesmo ano recebeu o criminoso “Fernandinho Beira-Mar” e, no fim do ano, diversos líderes do tráfico carioca foram transferidos para lá. Entre os presos estavam: Marcinho VP, Isaías do Borel, Elias Maluco, Porca Russa, Robinho Pinga, Lambari, My Tor, Tchaca, Sapinho e Claudinho da Mineira.

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