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Conflitos entre pescadores deixam moradores do município de Fonte Boa (AM) sem peixe

Os pescadores reclamam do número reduzido de lagos permitidos à atividade do pescado após a criação de uma Reserva Ambiental. A regulamentação da atividade na região deverá ocorrer após reunião com a SDS 11/11/2013 às 19:46
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ACRITICA.COM* Manaus (AM)

A comercialização e o abastecimento do pescado disponível à população de Fonte Boa, distante 678 quilômetros de Manaus, vêm sendo prejudicados por conflitos existentes entre pescadores da zona rural e da zona urbana do município amazonense.

Os que atuam na área urbana, ligados à Colônia de Pescadores, denunciam que os da zona rural estão criando impedimentos para que eles atuem dentro dos lagos disponíveis para a pesca, após a criação da Reserva Ambiental pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS).

Antes da criação da reserva haviam 26 lagos utilizados para a atividade. Agora, restam apenas cinco e os moradores daquela área vêem os pescadores da zona urbana como concorrentes indesejáveis.

Impondo regras

São cerca de 600 pescadores que fazem parte da Colônia, residentes da zona urbana de Fonte Boa. Mas estima-se que o número total de pescadores na cidade chegue a mais de mil. Um dos prejudicados é Rony Von Renacon, 39, que faz parte da Colônia de Pescadores. Ele afirma que os moradores dos lagos que ficaram fora da reserva estão impondo regras para os pescadores das outras localidades.

De acordo com os trabalhadores da Colônia, a criação da reserva ocorreu sem que a categoria fosse ouvida.

O pescador José Zuca, 48, destacou que são eles que abastecem a população da cidade, que agora sente o impacto da falta de peixe. “Quer dizer que nós não podemos, mas eles podem pescar à vontade. Estamos sem local. O acordo tem que ser cumprido”. O problema se agrava, pois os peixes da zona rural não chegam à sede do município, sendo comercializados nas cidades vizinhas.

Intermediação

A denúncia foi feita ao deputado estadual Sidney Leite (PROS). Em visita à cidade, o parlamentar se comprometeu em intermediar uma reunião com a SDS para regulamentar o acesso às áreas disponíveis para pesca.

Para Leite, a alternativa é reunir os pescadores da Colônia, Sindicato e Associação para discutirem o assunto com os órgãos ambientais. “Irei agendar uma visita com a secretária da SDS, os representantes de cada categoria estarão presentes e explicarão a realidade deles, a fim de que possamos chegar a um consenso. Se trata de um processo de negociação”, ressaltou, sugerindo que a reunião possa ser feita no próprio município.

A reportagem do Portal A Crítica entrou em contato com a SDS, mas o órgão não confirmou o recebimento de qualquer tipo de informação ou requerimento por parte do deputado estadual até a publicação desta matéria.

*Com informações da assessoria de imprensa

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