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Confusão envolvendo dois PM's termina em tiros e morte

Um sargento da PM atirou e matou em um primo de um soldado da Rocam alegando legítima defesa, por estarem armados 18/10/2013 às 18:24
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Ainda era possível ver sangue na calçada da rua
Bruno Strahm Manaus (AM)

Uma confusão ainda não esclarecida em um bar em Manaus terminou na morte de uma pessoa identificada como Dayverzon Campos de Jesus, 29, primo de um soldado da Polícia Militar. A vítima foi alvejada pelo sargento da PM Jorgemar Brito Gonçalves, que se encontrava fora de serviço no bar em questão. Emerson Prata Rodrigues, amigo de Deyverzon, também foi alvejado, mas sobreviveu.

O fato ocorreu na rua Curió, do bairro Monte Pascoal, Zona Norte de Manaus na noite de quinta-feira (17). Jorgemar se entregou espontaneamente no 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Zona Norte, uma hora após o ocorrido.

O caso

De acordo com moradores, por volta de 22h, o trio Dayverzon, Emerson e o primo de Dayverzon, o soldado da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) Jefferson da Silva Gondim, chegaram na esquina da rua Curióa com a rua 8 em um carro e uma moto. Eles iniciaram uma discussão com um homem identificado apenas como Cássio.

Ainda segundo testemunhas, o desentendimento se intensificou e Cássio correu até o bar onde se encontrava o sargento Jorgemar. Moradores afirmam que Cássio gritou por socorro para o sargento que, ao ver os três perseguidores com armas em punho, disparou duas vezes no abdômen de Dayverzon e uma vez na perna de Emerson.

Jefferson se identificou como policial militar e entregou sua arma. Ao menos cinco disparos foram ouvidos. Após o ocorrido, Cássio evadiu-se do local.

Depoimentos

De acordo com o depoimento do sargento Jorgemar no 18º DIP, ele mesmo teria levado Dayverzon, que sangrava muito, e primo dele, Jefferson, para o SPA da Galiléia, onde a vítima veio a óbito.

De acordo com o delegado plantonista do 18º DIP, Daniel Bindá, existem contradições nos depoimentos dos policiais militares, do sargento Jorgemar e do soldado Jefferson.

“Existem questões que ainda precisam ser esclarecidas. As armas que Jorgemar afirma estarem nas mãos de Emerson e Dayverzon não foram encontradas e sequer recolhidas pelo sargento”, comentou. “Jefferson também afirma que seu primo, Dayverzon – que morreu, o chamou em sua casa para resolverem um assunto e não lhe disse o que era”, continuou.

“Somente quando realizarmos a perícia balística e com o depoimento de Emerson, mas principalmente, do pivô de tudo, Cássio, saberemos melhor o que aconteceu”, concluiu o delegado.

Ainda segundo informações de um morador do bairro, Cássio é conhecido por cometer roubos na área, além de ser usuário de drogas. Ele teria contraído dívidas nas últimas semanas com pessoas desconhecidas.

Corregedoria

Além do inquérito civil instaurado, a Corregedoria da Polícia Militar informou que solicitará uma cópia do inquérito do 18º DIP para instaurar uma medida disciplinar adequada, conforme informou sua assessoria. A investigação ficará a cargo da diretoria de justiça da PM. O sargento Jorgemar foi indiciado por homicídio doloso e lesão corporal e responderá pelo crime em liberdade.

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