Sábado, 25 de Maio de 2019
Saúde

Conheça a técnica de Mohs, a cirurgia contra o câncer de pele

Chamada cirurgia Micrográfica de Mohs, a técnica, reconhecidamente uma das mais eficazes e menos invasivas no combate à doença no mundo,  possui profissionais habilitados para realizá-la em Manaus,



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A técnica ganhou popularidade após o ator Hugh Jackman, famoso por interpretar o personagem Wolverine, declarar ao mundo sua doença. (Reprodução)
22/05/2016 às 07:50

Um tratamento contra o câncer de pele ganhou mais popularidade nos últimos dois anos após o ator Hugh Jackman, famoso por interpretar o personagem Wolverine, declarar ao mundo sua doença. Chamada cirurgia Micrográfica de Mohs, a técnica, reconhecidamente uma das mais eficazes e menos invasivas no combate à doença no mundo,  possui profissionais habilitados para realizá-la em Manaus, sem a necessidade de o paciente ter que se deslocar para outro Estado.

Entre as principais vantagens  da cirurgia Micrográfica de Mohs está a precisão ao demarcar a lesão, o que faz com que o médico retire exatamente apenas o que necessita, além da taxa de cura de aproximadamente 100%.   “O mínimo de cicatriz e o máximo de certeza de cura. Você já sai da cirurgia com a resposta, não precisa ficar naquela angústia de dias para esperar pela resposta da biópsia”, resume o dermatologista e cirurgião Fábio Francesconi, que há pouco mais de um ano treinou uma equipe ao lado do também especialista Alcidarta Gadelha para realizar os procedimentos na capital amazonense.  “Dependendo do caso, pode parecer uma cirurgia de um sinal, por exemplo”, completa.

No tratamento convencional, o médico precisa retirar uma margem de segurança que varia de meio a dois centímetros da pele. Além disso, não há precisão quanto a profundidade da lesão. “Dessa forma, um tumor que era pequenino, fica grande. Se ele estava na ponta do nariz, por exemplo,  imagine o significado disso. Sem a precisão microscópica essa percentagem de cura será de 85% a 90%”, detalha. 

Um fator determinante durante a técnica de Mohrs é o uso do dermatoscópio, um aparelho que aumenta a visão da pele em 10 vezes. Com isso, durante a cirurgia, é possível o médico delimitar mais milimetricamente a lesão, evitando o uso de uma grande margem de segurança. Também no momento da intervenção, há um outro médico para fazer a análise microscópica.

“Não é apenas a retirada do tumor. O cirurgião retira, o outro médico separa, marca as bordas com cores diferentes, com um corante importado para identificar onde foi tirado totalmente, o que falta tirar. Depois, ainda na hora da cirurgia examina esses cortes. É tudo milimétrico. Os cortes são feitos entre 10 a 20 microns, ou seja, milésima parte do milímetro”, explica médico Alcidarta Gadelha.

De acordo com ele, o procedimento possibilita também economizar tecido e, devido a redução de margem e o aumento da porcentagem de cura, é mais fácil a reconstrução da área lesionada. “Como a micrográfica tira o minímo de pele, é possível observar em que direção o tumor está e assim  fazer a rescontrução da pele com mais segurança, pois se sabe que 99% dele foi retirado”, detalha. Alcidarta ressalta que a indicação desse tipo de tratamento é, em sua maioria, para os tipos de câncer de pele descritos como Carcinoma Basocelular, que é o mais comum de todos. “Ele representa 70% dos cânceres de pele, desencadeado pelo sol que aparece mais comumente na face”.
 


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