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Cotidiano
INVESTIMENTO

Conheça como funciona o mercado de moedas digitais e saiba como investir

As criptmoedas permitem a inclusão financeira quando o investidor é o seu próprio banco, a liberdade econômica além de reserva de valor. As moedas digitais são tendência para o futuro 02/07/2017 às 09:11
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Foto: Pixabay
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

A tecnologia promete revolucionar os meios de pagamento. Moedas virtuais, ou criptomoedas, são cada vez mais utilizadas ao redor do mundo e ganham terreno também no Brasil. Por meio de uma carteira eletrônica de dinheiro digital, consumidores podem comprar produtos ou serviços de empresas ou pessoas que aceitem essas divisas. Amazonenses estão investindo nesse segmento através da compra e venda de bitcoins, mineração de moedas e criando plataformas para negociação.

Para o profissional do mercado financeiro Alex Mesquita, as criptmoedas permitem a inclusão financeira quando o investidor é o seu próprio banco, a liberdade econômica além de reserva de valor. Ele considera as moedas digitais como uma tendência do futuro e pondera que ao compreender como funcionar esse mercado as empresas irão lançar suas próprias moedas.

 “Uma empresa que deseja conseguir capital de giro ou para investimento, se ela apresentar uma proposta de valor e clientes, ela pode criar sua própria moeda. A compra de produtos e serviços ocorrerão a partir dessa moeda e ao alcançar novos mercados essa criptomoeda valoriza”, avalia Alex.

Mineração das moedas

Mineração é o processo de decodificar complexos problemas matemáticos lançados no sistema a cada dez minutos. O processo dá retorno de duas formas: a primeira é um valor estipulado pela própria rede - o minerador “ganha” essas moedas quando gera um bloco válido (o bloco finaliza as transações na rede). A segunda receita é uma espécie de “troco”, as moedas que “sobram” das transações realizadas. Por exemplo, se uma transação usa três moedas de fonte e tem destino para apenas duas, o que sobra é considerado “tarifa” para o minerador.

A mineração é uma alternativa para o designer Wesley Neves angariar fundos e que não interfere em sua rotina, pois ele deixa o computador em casa trabalhando e pode monitorar o processo pelo celular. “Os mineradores, são como o sistema do banco, cedem a sua máquina para realizar e validar a transação financeira de outras pessoas. É uma atividade contínua em que milhares de pessoas estão fazendo o processo nesse momento”, disse.

Para Wesley este mercado é vantajoso e lucrativo quando se aproveita a baixa do valor das moedas. “As vezes a gente investe em outras moedas como Ethereum para depois conseguir o bitcoin. É como se fosse um câmbio de conversão e você tem que acompanhar as oscilações”, destaca.

Financiamento Coletivo

Segundo Alex Mesquita, empreendedores estão criando criptomoedas para vender no mercado digital visando arrecadar capital e desenvolver seu negócio. A prática em que indivíduos e instituições optam por comprar criptomoedas emitidas por uma empresa ou um projeto, torna a captação de recursos muito mais simples para os empresários e reduz o risco associado aos investimentos em startups para capital de risco e investidores anjo. A tendência chama de Economia de ‘Token’ está revolucionando o financiamento coletivo de Startups.

Espaço para negociar

Coin Work é uma plataforma digital de negociação de criptmoedas onde qualquer pessoa pode investir e a adesão ocorrerá através da compra de criptomoedas. Além do site, a empresa também irá inaugurar nesta sexta-feira (7) o ‘Coin Work Space’, localizado na avenida Joaquim Nabuco altos da panificadora Portuense, espaço dedicado para negociações, câmbio, fórum de discussão e networkings com os demais investidores.

Criptmoedas como fonte de investimentos

No início de 2016, o desenvolvedor de SoftwaresThiago Lopes começou a fazer investimentos através da compra e venda de bitcoins. Ele utiliza o site brasileiro ‘mercadobitcoin’.  Para participar o usuário realiza uma transferência em um determinado valor na moeda real e a partir disso ganha um saldo na plataforma para  comprar e vender criptomoedas na hora que desejar.

Foto: Winnetou Almeida

“A movimentação da moeda virtual é semelhante as ações que você compra de uma determinada empresa e pode monitorar o desempenho dela. Diariamente, o valor de cada moeda flutua.Você compra na baixa e venda na alta. Dessa forma, é vantajoso e lucrativo”, afirma. Segundo Thiago, alguns sites brasileiros já aceitam bitcoins como pagamentos de boletos. 

Vantagens e desvantagens 

Descentralização
É a primeira rede financeira descentralizada em que todos os computadores ligados ao sistema contribuem automaticamente para mantê-lo ativo e funcional.

Taxas Menores
A taxa de operações de DOC ou TED cobrada pelos bancos tem valor médio de R$ 10, as transações por bitcoins tem custo médio de US$ 0,20.

Riscos
Valorizações recentes fizeram o mercado da mineração de criptomoedas crescer, mas por ter cotação volátil, investimentos no setor podem render ganhos ou perdas futuras.

Saiba como investir em moeda digital

Nunca se falou tanto de moedas criptográficas ou moedas digitais como agora. Se a moda se tornou generalizada com a bitcoin, a hegemonia da primeira foi abalada pela chegada de “irmãs mais novas” como a Ethereum, a Litecoin, a Ripple ou a Stratis. Estas moedas batem recordes diariamente e para entrar nesse mercado é preciso conhecer as regras e seguir orientações.

Comprar criptomoedas pode parecer confuso porque ao invés de comprar ações, por exemplo, o investidor adquire tokens, ou seja, uma espécie de códigos digitais que representam as moedas.
Para saber a cotação das moedas digitais, bem como comprar e vender moeda, existem portais específicos para o efeito. Alguns exemplos são o CoinMarketCap, o Coinbase, o Kraken, o BTC ou o CryptoPay. Para começar, os investidores precisam criar uma conta em um destes sites, associar uma forma de pagamento e, depois de todas as verificações de segurança, criar uma carteira (wallet) de moedas digitais.

Quanto às escolhas de investimento, depende da preferência do comprador. A bitcoin é a criptomoeda mais antiga e mais valiosa. A quebrar recordes de apreciação regularmente, a bitcoin atingiu no mês de junho a marca histórica dos 2.600 dólares (2.313 euros), o que representa uma valorização de 8% em menos de 24 horas e de 500% em apenas doze meses.

No entanto, alguns analistas já começaram a levantar questões sobre até onde ou até quando vai subir o valor da bitcoin. Por outro lado, o investidor pode querer apostar numa criptomoeda em ascensão, como é o caso da Ethereum.

Menos conhecida do que a bitcoin, a Ethereum disparou mais de 2.300% desde o início do ano. No dia 1 de janeiro de 2017, esta criptomoeda valia 8,24 dólares, o que compara com os 229 dólares alcançados no dia 1 de junho.

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