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Cotidiano
‘Internet das coisas’

Conheça mais sobre a tecnologia 'smart', que em cinco anos deve aumentar produção

Para esse movimento de comunicação inteligente (ou smart), que está em desenvolvimento no País, existe um nome: Internet das Coisas (IOT) - do inglês, Internet of Things 26/06/2016 às 21:35 - Atualizado em 26/06/2016 às 22:10
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O pesquisador, André Riyuti Hirakawa, este em Manaus falando sobre o conceito IOT, que permite mais conectividade entre máquinas. (Antonio Lima)
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Não se trata apenas de um sistema  que conecta seres humanos ao resto do globo sem sair de casa. A internet - e as possibilidades  que ela oferece - também estabelece a conectividade entre os mais diversos aparelhos eletroeletrônicos, eletrodomésticos e até meios de transporte.

Para esse movimento de comunicação inteligente (ou smart), que está em desenvolvimento no País, existe um nome: Internet das Coisas (IOT) - do inglês, Internet of Things. O pesquisador e professor do departamento de engenharia da computação e sistemas digitais da Universidade de São Paulo (USP), André Riyuti Hirakawa,  esteve essa semana em Manaus, na sede da Samsung Ocean, palestrando para estudantes e profissionais interessados em tecnologia. Ele explicou o conceito e com o que ele pode contribuir para o campo da inovação.

“A ideia é diminuir ao máximo, a dependência que os sistemas (máquinas) têm em relação ao ser humano. A IOT objetiva deixar a interação entre máquinas mais autônomas. Com menos interferência humana, o gerenciamento fica mais simples”, defende.

Entre os produtos que abarcam o conceito, Hirakawa explica que o mais conhecido é o celular. Sem que o usuário interfira, o próprio aparelho tem um sistema que sincroniza informações entre a agenda de contatos e o e-mail. Outro exemplo dado por ele são os automóveis que já vêm com sistemas embarcados que permitem ‘escanear’ todas as funcionalidades do veículo, sem que seja necessário um mecânico sequer abrir o capô do carro. “É só plugar um leitor e pronto. Dá pra ver como o carro está por dentro”, resume ele.

Inovação

O pesquisador destaca que o conceito de IOT não é novo – tem pelo menos dez anos e está em pleno desenvolvimento. “O que falta é explorarmos mais aparelhos e recursos e não nos atermos apenas à tecnologia já conhecida. Dos recursos que um celular mais moderno pode oferecer, nós não utilizamos nem um décimo do que é possível”, exemplifica.

A estimativa do professor é de que em cinco anos aproximadamente, já existam várias aplicações e produtos muito mais “espertos” do que hoje. “Faz uns dez anos que estamos preparando o terreno. Agora chegou a fase de os jovens se apoderarem dessas pesquisas e transformá-las em realidade”, ressalta.

Para ele, a mensagem principal para quem pesquisa e trabalha com IOT é não se limitar ao que a tecnologia já disponibiliza. “É preciso ‘pensar smart’. Usar esse possibilidade da conectividade para comunicar melhor seja entre produtos ou entre sistemas maiores como o de transportes ou de iluminação pública de uma cidade”, aconselha.  

Os novos smartphones, estão entre os mais desenvolvidos quando o assunto é conectividade. Eles estão no centro dessa evolução porque se conectam à maioria dos objetos inteligentes  como televisores do tipo smart, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Geladeiras inteligentes

Além da função  básica de guardar alimentos, os modelos  vêm com tela touch screen e aplicativos exclusivos que permitem ao usuário, por exemplo, fazer um programa nutricional completo, acessar receitas ou ainda controlar a incidência de luz sobre os alimentos, preservando-os por mais tempo.

As pioneiras 

Quando se começou a falar mais popularmente de conectividade entre objetos, os primeiros produtos que saltaram aos olhos foram as smart TVs. Com a evolução da tecnologia, hoje é possível acessar e-mail, YouTube, diversas redes sociais e até acessar o Netflix do próprio controle do televisor.    

Carros com conexão total

Os automóveis já oferecem experiências de conectividade, mas a expectativa é de que daqui há alguns anos, essa interação seja ainda mais forte, com tecnologias que prometem, por exemplo, câmeras no interior do veículos que reconhecem o rosto do motorista e só depois permitem o acesso.

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