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Conheça Maloka Publicidade, agência inovadora que trabalha com o método da ‘humanização’

Sócios da Maloka Publicidade contam como reinventaram a forma de trabalhar de uma agência - dos clientes ao funcionários - a partir de uma metodologia ‘humanizadora’, que visa mais do que o lucro 17/09/2015 às 15:24
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José Gonçalves Jr. (de camisa azul) e César Alcon (de rosa), à frente da Maloka Publicidade: empreender com propósito trouxe de volta a vontade de trabalhar na área
acritica.com Manaus (AM)

Nem sempre o retorno financeiro é o principal objetivo de um empreendimento. Quem genuinamente profere esse discurso tem consciência de que pode ser mal interpretado por se parecer com uma “oferta de vendedor”, mas nem por isso deixa de seguir em busca da realização pessoal e profissional.

Por outro lado, inovar é preciso, mas não é fácil. Mesmo assim, estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que são os projetos inovadores que estão ajudando o País a sobreviver a mais uma crise econômica. Então onde buscar essa inspiração, ainda mais com uma proposta tão incomum? Para algumas pessoas, como dois amigos de infância de Manaus, são processos naturais que levam isso: a lâmpada deles acendeu quando se viram insatisfeitos e decidiram fazer tudo diferente.

“Antes da revolução industrial, as pessoas tinham um vínculo emocional com o que faziam. Depois, o trabalho se tornou mecânico. O ser humano perdeu contato com o que produz”. Foi com essa análise que o designer manauara César Alcon descobriu que não queria mais trabalhar só pelo salário, e sim fazer algo que lhe desse prazer. Se esse ciclo contribuísse para a sociedade, melhor ainda.

Quando maquinou em conjunto com seu amigo de colégio José Gonçalves Jr., hoje engenheiro civil, nasceu a Maloka Publicidade, uma agência que inova na metodologia de contato com o cliente para agregar tudo isso – e um pouco mais.

Com o intuito de “humanizar o processo de uma agência de publicidade”, como resumiram os dois sócios-proprietários, a agência funciona desde o início de 2015 e atende a todo tipo de cliente, mas sempre com um mesmo processo, único e exclusivo, moldado a partir da vivência dos donos, de ideologias e filosofia distintas.

Mas o que levou a isso? “O profissional de publicidade, por trabalhar com uma parte artística, tem uma sensibilidade um pouco maior. Mas o sentimento que tenho é que esse profissional parece estar sempre em busca de um propósito para estar dentro de uma agência tradicional. Até quer fazer algo diferente, mas é sempre a mesma coisa”, diz César.

César sabe do que está falando. Ao longo de sua carreira, ele já passou por quase todos as funções dentro de uma empresa publicitária. Uma que ele ajudou a fundar, inclusive, é referência em Manaus, mas foi justamente esse desgosto em perseguir apenas o objetivo financeiro que o fez mudar de rumo e quase desistir do ramo.

“Já trabalhei em quase todas as agência de Manaus. E foi nessa empresa que fundei que percebi que não tinha mais tesão no que estava fazendo. Sem tesão na minha própria empresa!? Foi quando as coisas começaram a ruir”, lembra.

Ele deu um tempo da vida de agência e começou a dar aula em faculdades, tanto em cursos de Publicidade & Propaganda quanto de Design. Neste tempo, cerca de um ano, César também trabalhou de casa, o que o deixou com mais tempo para ler e estudar. “Foi um período de autoconhecimento. E encontrei o José Jr., que me convidou para montar uma empresa. Nossa premissa era simples: queríamos ajudar os outros a ter sucesso”, conta.

De acordo com César, “o grande lance do designer é humanizar as coisas”. E foi isso que a dupla tentou levar para a publicidade e, principalmente, para a relação com o cliente e seu negócio.

“A nossa essência não é tornar algo bonito ou vendável, e sim humanizá-lo. É tornar certo produto algo melhor para o ser humano”. Foi assim que eles entraram no que denominaram de design de serviço. “Como posso transformar este serviço numa experiência melhor, tanto para mim quanto para quem vende? É com essa consciência que trabalhamos e essa humanização do negócio que tentamos fazer”, explica o designer.

José acrescenta: “Começou de forma natural, até porque tem muito a ver com quem somos e como pensamos. Acho que por isso que dá tão certo, porque tem a ver com a gente”, explica o engenheiro.

“Quando criamos a empresa, pensamos: ‘Não quero ganhar dinheiro só vendendo algo que dê dinheiro. Comprar por 2 para vender por 5. Não, tem que estar empolgado, trabalhar com propósito, trazer um benefício social de alguma maneira”, começa César.

Mas eles admitem que houve um certo receio na hora de verbalizar isso para o cliente. César revela que, num primeiro momento, achou que iriam rir de sua ideia e achar que era algo só para tornar o negócio mais atraente. O resultado? “Eles se empolgam ainda mais, dizem ‘É com vocês que queremos trabalhar’. Tava preocupado com a aceitação, de acharem firula, mas nota-se que é algo necessário”, completa.

“Ganhar dinheiro é bom, mas tendo um próposito é melhor ainda. Dá aquele gás para acordar cedo, sair bem da cama. Faz sentido na vida da gente. Hoje, fico feliz em vir trabalhar”, declara José, que vem do mundo financeiro para um novo universo. Mesmo sendo casado com uma designer, todo dia é um conhecimento novo, afirma o engenheiro. “Mas está sendo natural”, assegura.

Uma nova filosofia

O grande diferencial da Maloka Publicidade é a humanização do negócio do cliente. Mas como isso acontece de fato? A nova empresa cria uma metodologia, que compreende ideologias, filosofias e técnicas de marketing e empreendedorismo, e submetem as informações repassadas pelo cliente a isso.

O objetivo, como explicam César e José Jr., é avaliar a empresa-cliente como um todo, e não apenas solucionar um único problema.

“Na publicidade tradicional, o objetivo é vender mais. Aqui não, isso é só a parte final, a consequência. Aqui conhecemos o negócio do cliente e nesse processo o próprio cliente descobre coisas das quais não sabia sobre sua empresa. Ele mesmo começa a entender melhor, e a partir disso conseguimos posicionar e alavancar ele no mercado”, frisam.

É uma espécie de processo de inversão ao método publicitário tradicional. Com o posicionamento de sua ideologia, a Maloka consegue criar um alinhamento que facilita esse processo – do qual o cliente participa do início ao fim.

“Numa empresa tradicional isso pode até existir, mas de maneira impírica, muito tímida. Não é algo tão passo-a-passo como aqui. Nosso processo é muito pessoal, fruto da nossa vivência diária”, garante José Jr., aproveitando para vender seu peixe.

Em pouco mais de seis meses de atividades, a Maloka Publicidae já atendeu no mínimo dez clientes diferentes, entre pontuais e contínuos, desde aqueles do ramo alimentício até o educacional, e conseguiu atingir seu ponto de equilíbrio em impressionantes seis meses.

“O cliente quer algo que é verdadeiro. Então quando fazemos nosso trabalho, ele fica feliz e o cliente dele fica feliz. É uma reação em cadeia natural muito bonita e satisfatória”, acredita César.

Para conhecer melhor a empresa, acesse: www.amaloka.com.br.

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