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Cotidiano
SAÚDE

Conheça novas técnicas que usam o método da acupuntura, porém sem agulhas

O tradicional ramo da medicina chinesa é bem aceito pela maioria das pessoas, mas se o medo da picada for maior, é possível se tratar sem elas 12/11/2017 às 11:05
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(Foto: Divulgação)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Tradicional técnica milenar chinesa, a acupuntura ganha cada vez mais adeptos no país. O tratamento consiste na utilização de agulhas muito finas para tratar alguns problemas no corpo. Para muitos, isso pode ser apavorante, mas, no Brasil foi considerada uma especialidade médica pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela AMB (Associação Médica Brasileira) em 1995.

"O mecanismo de ação da Acupuntura funciona a partir da inserção da agulha que estimula terminações nervosas presentes na pele e nos tecidos subjacentes, principalmente nos músculos. Esses estímulos seguem pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro), o que faz liberar diversas substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores que desencadeiam uma série de efeitos importantes, tais como, analgésico, antiinflamatório e relaxante muscular, além de uma ação moduladora sobre as emoções, os sistemas endócrino e imunológico e sobre várias outras funções orgânicas", explica Dr. Luiz Salama, médico especialista em Acupuntura e Homeopatia e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).

No geral, a técnica das agulhas é bem aceita pela maioria das pessoas, mas se o medo das agulhas for um obstáculo, o paciente não pode deixar de procurar um médico acupunturista que este saberá encontrar uma forma de tratar o problema. Atualmente, existem diversos outros métodos de executar a técnica sem perder a essência do tratamento.

Novos métodos de acupuntura

Segundo o Dr. Luiz Salama, em cada caso, avaliado de forma particular e individual, os médicos escolhem as técnicas mais indicadas. "Além das agulhas, podemos estimular os pontos com o calor (moxa, um bastão de artemisia), ventosas, eletro-estimulação ou mesmo uma simples pressão com o dedo ou instrumentos variados, entre outros", explica.

Uma das técnicas mais recentes é a acupuntura auricular, também conhecida como auriculoterapia, pode ser usada para tratar dores, doenças físicas ou emocionais e pode ser realizada com ou sem agulhas.

Esta técnica é feita nas orelhas, e quando não são utilizadas agulhas, podem ser usadas sementes de mostarda ou outras pequenas esferas que são colocadas em determinados pontos da orelha. A técnica é muito conhecida para tratamentos de emagrecimento e a eliminar o vício do cigarro, mas também é usada para qualquer tipo de dor e problemas emocionais com o objetivo de acalmar e relaxar.

Tratamento para todas as faixas etárias

De acordo com Salama, a acupuntura é efetiva para o tratamento de inúmeras doenças e disfunções orgânicas: neurológicas, psiquiátricas, ortopédicas, respiratórias, reumatológicas, ginecológicas, dermatológicas e digestivas e sua eficácia já foi comprovado por meio de inúmeros estudos publicados no Brasil e Exterior. "A Acupuntura é indicada para pessoas de todas as idades, inclusive gestantes, bebês, crianças e idosos", explica o médico.

Segundo Luiz Salama, para crianças, a acupuntura ajuda a tranquilizar o bebê, melhora o sono, as cólicas, problemas respiratórios e gástricos que costumam incomodar tanto nos primeiros meses de vida. Já em gestantes, por exemplo, a técnica pode ser usada durante toda a gravidez, sendo uma arma importante para o controle das náuseas, vômitos, sialorréia (salivação excessiva) tão frequentes no primeiro trimestre, período em que o uso de medicamentos requer sempre um cuidado maior, depois dessa fase, a técnica pode ser usada no tratamento das dores lombares, inchaço, hipertensão e má digestão, entre outros.

Solução de muitos problemas

Mas para quais problemas a acupuntura pode ser utilizada como tratamento? Confira abaixo uma lista de acordo com a área medicinal.

- Ginecologia: tensão pré-menstrual, dor menstrual, cefaléia menstrual, infertilidade, hemorragia uterina disfuncional, hiperemese gravídica (vômitos excessivos durante a gestação) e síndrome do ovário policístico

- Neurologia: cefaléia, neuralgia do trigêmeo, paralisia facial, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), dor neuropática

- Psiquiatria: depressão, ansiedade generalizada e pânico Gastroenterologia: síndrome do intestino irritável, gastrite, úlcera péptica, constipação

- Reumatologia: fibromialgia, artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico

- Pneumologia: asma brônquica

- Otorrinolaringologia: rinite, sinusite

- Ortopedia: bursite, tendinite, síndrome do túnel do carpo, lombalgias, ciatalgia, etc..

- Fisiatria: síndrome dolorosa miofascial

- Oncologia: controle dos para-efeitos da quimioterapia, estímulo imunológico e alívio dos quadros dolorosos associados à doença

- Dermatologia: psoríase, herpes zoster

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