Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Xô, mal estar!

Conheça receitas populares para combater os sintomas da ressaca neste Réveillon

A reportagem do Portal A Crítica foi ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, em busca de receitas populares e regionais contra a temida ressaca. Chás amargos são unanimidade entre vendedoras de ervas



gal1.JPG Fotos: Euzivaldo Queiroz
29/12/2017 às 20:59

Ingerir bebida alcoólica é uma coisa que muitos não abrem mão no Réveillon, principalmente na hora de brindar a chegada do Ano Novo. O problema é o exagero, que resulta, no dia seguinte, na tão conhecida ressaca. Para ajudar essas pessoas a prevenir ou excluir os sintomas de desconforto no 1º dia de 2018, o Portal A Crítica foi ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, em busca de receitas populares e regionais contra a temida ressaca.

A vendedora de ervas medicinais Judith Formoso, 81, disse que não conhece nenhuma mistura que cure a ressaca, mas há vários chás bons para problemas no fígado, órgão do sistema digestório que é muito afetado pelo álcool. “Chá de boldo, sacaca, amor-crescido e de casca de carapanaúba são ótimos para desinflamar o fígado. Mas não é para tomar misturado, tem que tomar o chá de um deles só porque às vezes o organismo não aceita bem a combinação”, ressaltou.

Contra indigestão

Ângela Takeda, 52, outra vendedora de ervas medicinais, citou os mesmos chás e incluiu ainda na lista os chás de cipó-tuira e da raiz de açaí. Conforme ela, todos esses chás também são bons para indigestão, caso você tenha exagerado na comida também. “Todos os chás amargos são bons para aliviar esses incômodos”, apontou. “Para curar a ressaca, dizem que o tucupi é muito bom, as pessoas compram bastante para fazer tacacá, pato no tucupi”, completou.

Estímulo do fígado

O doutor em botânica Juan Revilla, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), disse que as vendedoras estão certas, pois chás amargos ajudam a estimular a produção de bile pelo fígado. A bile é um fluido que, dentre outras coisas, atua na digestão de gordura e melhora o sintoma de “estufamento”. De acordo com ele, suco de limão e laranja, além estimular produção de bile, também ajudam na diurese (produção de urina), combatendo a retenção de líquido que a pessoa quando bebe tem. 

Por isso, os chás diuréticos também são indicados. “Chá de unha-de-gato é diurético e ao mesmo tempo anti-inflamatório. Chá de casca de piranheira e carapanaúba, por sua vez, estimula a produção de bile e quando há muita bile ela leva consigo o álcool”, destacou salientando que depois disso, o ideal é comer comidas leves, como sopa de carne, sem massa, apenas com ervas, verduras e batatas, e caldo de peixe não “remoso” como pacu, pescada, tambaqui de rio, entre outros. “Tudo isso ajuda muito a pessoa a se recuperar”, garantiu.

Mal estar pode durar 24 horas

De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), a ressaca sempre se associa à intoxicação aguda de álcool; inicia-se cerca de 6 a 8 horas após o consumo (período em que a concentração de álcool no sangue diminui e retorna a zero, em média) e pode durar até 24 horas. Ela é caracterizada por efeitos físicos e mentais adversos.

Não misturar e manter a hidratação

O médico de família e comunidade Ricardo Amaral Filho explicou que os sintomas da ressaca são provocados pela desidratação que o álcool provoca no organismo   e pelo trabalho excessivo do fígado para eliminar o álcool do sangue. As recomendações gerais para amenizar os efeitos são se alimentar antes de beber e ingerir água entre uma bebida e outra. “Não beba de estômago vazio”, enfatizou.

Conforme ele, beber sucos de fruta ou bebidas doces como chás – de gengibre, por exemplo, que tem propriedades diuréticas, anti-inflamatórias e desintoxicantes –, ou café com açúcar ou mel.  “Tomar soro caseiro para se reidratar mais rápido, dormir um pouco mais que o costume, pois ajuda o corpo e o cérebro a se recuperar melhor, além de comer alimentos leves e saudáveis, sem gorduras, e ricos em vitamina C e diuréticos, reforçam o sistema imune e ajudam o organismo a eliminar toxinas e a se recuperar da intoxicação”, afirmou.

Outra coisa importante é tomar sempre a mesma bebida, evitando misturar cerveja, vinho, vodka e caipirinha, etc.

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