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Conselheiro xinga auditor do TCE-AM de imbecil em discussão por auxílio-moradia

Érico Desterro se mostrou contrário ao pedido do auditor Alípio Firmo Filho, que reivindica auxílio-moradia retroativo a cinco anos, mesmo morando em Manaus 19/12/2014 às 17:23
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Auditor Alípio Firmo Filho e conselheiro Érico Desterro compõem a corte do TCE
Raphael Lobato Manaus (AM)

O pagamento do auxílio-moradia em vencimentos retroativos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) foi motivo de troca de farpas entre o auditor de contas Alípio Firmo Filho e o conselheiro Érico Desterro, após sessão plenária desta sexta-feira (19). Reivindicando vencimentos na ordem de R$250 mil, Alípio disse que “não sabe por que” o conselheiro se diz contra. Irritado, Desterro xingou  o auditor de “imbecil”.

Questionado sobre a reivindicação após a sessão plenária, Alípio Filho argumentou que, ao regulamentar cautelarmente o auxílio em setembro passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, abriu margem para que quem não recebeu o benefício no passado possa cobrar os vencimentos nos tribunais.

“Quando eu entro com o pedido pessoal é fundamentado juridicamente. Respeito a opinião contrária, agora, no meu ponto de vista, o pedido é legítimo”, disse Firmo. O auditor afirmou ainda que “não sabe por que” Desterro se diz contra a reivindicação e acusou o conselheiro de já ter defendido o pagamento retroativo em conversas na corte.

Procurado por jornalistas para repercutir as declarações de Alípio, Desterro disparou: “Eu? ele (Alípio) mencionou o nome? Ponha aí que ele não fala por mim. Eu não tive, em nenhum momento, qualquer reunião para tratar de pagamento retroativo. É só isso que eu tenho a dizer”.

Nesse momento, a reportagem de A Crítica conversava com o vice-presidente Ari Moutinho Jr, mas o tom elevado usado por Desterro facilitou a captação do áudio em que o conselheiro finalizava as declarações: “(sic). Falar no meu nome, esse imbecil”, disse em plenário, na presença de conselheiros.

Contrário ao pagamento retroativo, o presidente da corte, Josué Filho, disse que a decisão do ministro não determina depósitos retroativos e completou que “não se sente confortável” em atender a reivindicação. O TCE já paga o auxílio-moradia desde outubro deste ano, retroativo a setembro, período em que o benefício foi regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com base no STF.

Desde lá, a corte já gastou R$ 215 mil com o auxílio estimado no teto de R$ 4,3 mil. Josué submeteu o pedido de Alípio a análise técnica. O auditor ameaça apelar para um  mandado de segurança.


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