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Conselho de Segurança da ONU autoriza 'todas as medidas' contra o Estado Islâmico

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados. Cerca de 350 pessoas ficaram feridas nos ataques – que tiveram a participação de pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram 20/11/2015 às 19:39
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Militantes do Estado Islâmico
acritica.com* ---

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou hoje (20) uma resolução que autoriza todos os países com capacidade a utilizarem “todas as medidas necessárias” para atuar contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A resolução, aprovada por unanimidade, foi apresentada pela França em resposta aos atentados do  dia 13 em Paris, que provocaram pelo menos 130 mortos.

O texto propõe “aumentar e coordenar” a luta antiterrorista e manifesta a intenção de reforçar as sanções contra cidadãos e entidades relacionados com o grupo extremista Estado Islâmico. O documento pede ainda para que seja feito um maior esforço para deter o fluxo de combatentes estrangeiros que viajam para o Oriente Médio.

França aprova prorrogação do estado de emergência

O Senado francês aprovou hoje (20), quase por unanimidade, o projeto de lei que prorroga, por um período de três meses, o estado de emergência no país. O estado de emergência foi decretado pelas autoridades francesas após os ataques da sexta-feira passada em Paris, que deixaram 130 mortos.

Com 348 senadores presentes, o projeto de lei foi aprovado por 336 votos favoráveis. Houve 12 abstenções.

Na quinta-feira, o texto tinha sido aprovado pela Assembleia Nacional (câmara baixa), com 551 votos a favor, seis contrários e uma abstenção. O projeto propõe a prorrogação, por três meses, do estado de emergência, a partir de 26 de novembro.

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou no sábado (14), em comunicado, a autoria dos atentados. Cerca de 350 pessoas ficaram feridas nos ataques.

Os ataques – que tiveram a participação de pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram, – ocorreram em vários locais de Paris, entre eles uma sala de espetáculos e o Estádio de França, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções da casa e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os atentados, classificados pelo presidente François Hollande como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Em uma operação policial no bairro de Saint Denis, ao norte de Paris, as autoridades mataram Abdelhamid Abaaoud, apontado como o mentor dos ataques.

Roma irá instalar detectores de metais no Coliseu

Autoridades responsáveis pelo Coliseu, em Roma, irão instalar detectores de metais na entrada do anfiteatro de quase 2.000 anos, conforme cidades de toda a Europa reforçam a segurança depois dos ataques mortais em Paris na semana passada.

Um porta-voz responsável pelos pontos arqueológicos de Roma disse que a morte de 129 pessoas provocada por militantes islâmicos na França motivou a decisão de instalar os dispositivos ao redor do Coliseu, que sediava lutas de gladiadores durante o império romano.

A Itália reforçou a segurança na semana passada e a embaixada dos Estados Unidos em Roma alertou os cidadãos norte-americanos na quinta-feira que pontos turísticos como igrejas, sinagogas, restaurantes, teatros e hotéis tanto da capital quanto de Milão poderiam ser alvos.

Os funcionários de segurança do Coliseu já tinham detectores de metais manuais, mas a atualização deve garantir uma maior proteção, disse o porta-voz.

Militantes podem ter realizado atentados com US$ 7,5 mil

Os militantes que mataram 130 pessoas em Paris na sexta-feira passada, desencadeando ondas de ataques aéreos na Síria e alertas de segurança em todo o mundo, podem ter gasto meros 7.500 dólares para realizar os atentados.

Vários líderes mundiais se apressaram em adotar ações para coibir o financiamento do terrorismo após o massacre de 13 de novembro, que o Estado Islâmico assumiu ter cometido dizendo se tratar de uma retaliação pelas ações militares no Iraque e na Síria.

Em poucos dias, França e Bélgica anunciaram um bilhão de euros em medidas de segurança adicionais.

Em comparação, os atentados exigiram pouco mais que rifles de assalto Kalashnikov e munição, cinturões de explosivos improvisados e carros e apartamentos de aluguel, um lembrete de quão pouco é preciso para matar indiscriminadamente e semear medo e confusão.

Os atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York custaram entre 400 mil e 500 mil dólares, de acordo com a comissão independente do caso, valor que cobriu o treinamento dos pilotos que sequestraram os aviões, voos e despesas de moradia durante um longo período de treinamento e preparação.

Um cálculo feito pela Reuters estimou que as ações em Paris --que vitimaram sobretudo jovens que aproveitavam uma noite de sexta-feira em bares, restaurantes, no estádio Stade de France e na casa de shows Bataclan-- pode ter custado cerca de 2 por cento desse montante.

A parte mais sofisticada do ataque, a confecção dos cinturões de explosivos, só teria requerido materiais dos mais baratos. Fontes de segurança disseram que eles devem ter ficado a cargo de um fabricante de bombas experiente que provavelmente não foi um dos agressores.

Todos os sete agressores de Paris vestiam e usaram cinturões com conjuntos de detonação TATP, uma bateria e um botão de acionamento idênticos, informou a polícia francesa.

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