Publicidade
Cotidiano
Notícias

Conselhos profissionais do Amazonas atingem altos índices de inadimplências

Essa é a situação enfrentada por diversas entidades de classes no Amazonas, que recorreram à negociação de débitos 15/05/2013 às 09:29
Show 1
Jeanne Figueira, do CRC-AM, diz que inadimplência na entidade chegou a 57%, mas foi reduzida ao patamar de 43%
Cinthia Guimarães ---

Os conselhos profissionais no Amazonas registram um índice de inadimplência que beira 50% de seus profissionais registrados. Para reduzir esses números negativos, recorrem a programas de quitação de débitos oferecendo descontos para anuidades atrasadas pagas à vista e anistias de juros.

O Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM) é um deles que está promovendo a “Campanha para Conciliação Financeira dos Administradores, Tecnólogos e Empresas prestadoras de serviços”, disponibilizando descontos de até 30% e a exclusão de juros e multa. Atualmente o CRA tem 40% dos seus 7.178 profissionais registrados, entre administradores e tecnólogos, com débito. O conselho tem o registro de 599 pessoas jurídicas em atividade. Os interessados em regularizar sua situação devem comparecer à sede do CRA-AM, na Rua Apurinã, 71, Praça 14, de segunda a sexta, das 8h às 17h30.

A inadimplência do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRC-AM) chegou a 57,6%, mais o nível foi reduzido a 43%, segundo a presidente Jeanne Figueira. Atualmente, o conselho tem o registro de 6.650, entre nível superior e médio. Para estimular o profissional a ficar em dias com suas obrigações, o CRC decidiu investir na educação continuada. “Todos os profissionais que tiverem adimplentes vão assistir de graça os treinamentos e cursos do conselho. Vamos intensificar os cursos, um seminário. Hoje, a inadimplência está em 48%”, contou. Porém, há muitos casos de subnotificação como profissionais e empresas sem inscrição. “Temos 400 escritórios inscritos, mas Manaus tem muito mais. Não temos fiscais pra ir lá”. Jeanne contou que a partir da parceria que estabeleceram com a Junta Comercial do Amazonas, há como mapear os profissionais que continuam na ativa, mesmo tendo pedido baixa do conselho. O CRC fica na rua dos Japoneses, 27, Parque 10.

O índice de inadimplência no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) chega a 53,14% dos 13.267 profissionais registrados no Estado. No caso dos 10.270 profissionais com visto para atuarem aqui, a inadimplência é de 81,8%. Para quitar o débito, o profissional precisa comparecer à rua Costa Azevedo, 174, no setor de atendimento no horário de 9h às 17h, de segunda-feira a sexta-feira. Os valores das anuidades constam de R$ 405,60 para nível superior e R$ 202,80 para nível médio.

No Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) o indice de inadimplência atual é de 51,48%, ou seja, 696 dos 1.352 dos economistas estão em débito, que pode ser parcelado em até 24 vezes desde que as parcelas fiquem em até R$ 50. O profissional deve ir à sede do Conselho, que fica na rua Leonardo Malcher, Centro, e procurar o setor de inadimplência para efetuar a proposta de pagamento e pegar o boleto.

PIM na pauta do Corecon

O seminário “Repensando o modelo de desenvolvimento do PIM”, realizado pelo Corecon está programado para ocorrer no dia 23 deste mês, no auditório da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) às 14h. Figuras o superintendente da Suframa, Thomáz Nogueira, secretário da Seplan, Airton Claudinho, senadores e deputados federais estão confirmados para o encontro que vai debater propostas para criar medidas de sustentabilidade do modelo através de alternativas econômicas voltadas ao incremento do número de fábricas nacionais e estrangeiras no PIM.

As propostas apresentadas no seminário serão compiladas em um documento que será enviado aos representantes de órgãos públicos estaduais e federais responsáveis por gerir o polo industrial, e servirá de base para a sociedade acompanhar e cobrar as propostas sugeridas. Segundo o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista, de 2005 a 2012, houve uma queda na implantação de novos projetos de, em média, 1% ao ano.

Publicidade
Publicidade