Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Considerado o 'mal' do século 21, o estresse pode se desenvolver em doença crônica com 'caos urbano'

Rotina agitada do mundo moderno faz com que cada vez mais pessoas sofram com as consequências do estresse, que está na ‘raiz’ de nossos piores problemas de saúde


11/04/2015 às 18:08

Trabalho, trânsito, problemas pessoais, filhos, relacionamentos amorosos, finanças, mudanças no estilo de vida, falta de tempo livre para o lazer e para a família. A lista de possíveis causas do estresse não tem limites, mas as consequências desse mal podem ir de depressão e síndromes a doenças isquêmicas do coração e cérebro-vasculares - como o acidente vascular cerebral (AVC) - que, juntas, mataram quase 2 mil pessoas no Amazonas, no ano passado, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

Um estudo divulgado no ano passado pela International Stress Management Association (Isma-BR) aponta que cerca de 70% dos brasileiros são vítimas do estresse, que os especialistas consideram a doença do século 21. Isso significa dizer que mais da metade dos brasileiros já tiveram um desequilíbrio do funcionamento, tanto mental como físico.

Especialistas alertam: se há controle da doença, a pessoa não terá danos. No entanto, se a condição de desequilíbrio permanecer por tempo prolongado, as doenças começam a surgir e a impaciência, a ansiedade e a depressão podem se estabelecer, conforme explica a professora doutora em Psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raquel de Almeida Castro.

“Geralmente a doença se desenvolve quando vivemos sob pressão, com prazos, e isso é permanente no mundo de hoje. Se forem situações isoladas, em que há o controle e o retorno para o estado normal, não há danos. O problema está justamente quando não há um retrocesso dessa pressão sob o ser humano”, destaca ela.

Um dos grandes problemas da doença, segundo Raquel, é a falta de atenção dada pela população, uma vez que o problema inicialmente se manifesta apenas por meio de sintomas “psicos”. “As pessoas tendem a acreditar que os problemas que têm a ver com cansaço mental não são graves como  outras doenças, mas são tão maléficos quanto aqueles que apresentam sintomas físicos”, explicou.

Por trás da doença

Para ela, o estresse é a porta de entrada para tantos outros problemas que vão desde síndrome do pânico a alergias, problemas de coração e depressão, por exemplo. “O estresse mexe com todo o metabolismo e isso vai fazer com que a pessoa desenvolva sintomas físicos”, ressaltou.

Em casos extremos, em que o estresse foge do controle e começa a prejudicar outros setores da vida, é preciso procurar a ajuda de profissionais, que podem ser psicólogos e terapeutas, orienta. “Há casos em que só com ajuda profissional é possível resolver, porque a pessoa já perdeu controle sobre a situação”.

Vale lembrar que ninguém adoece por conta do estresse de uma hora para outra.  O corpo começa a dar sinais e é preciso estar atendo a eles. Cansaço, impaciência, irritabilidade, ansiedade, dores de cabeça, indisposição e instabilidade emocional são alguns deles. E, sem tratamento adequado, podem levar o paciente a um quadro de depressão.

Fórmula da felicidade

Não há uma fórmula para evitar o estresse, mas algumas medidas podem ajudar a combater o problema. De acordo com a psicóloga, o primeiro passo é entender e aceitar a situação, descobrir se há motivos de sofrimento e quais suas causas. Depois, a dica é criar atividades agradáveis alternativas.

A primeira é a prática de atividades físicas, que além de ajudar no tratamento do estresse, pode prevenir a doença. “A ideia é alternar entre atividades que não sobrecarreguem, mas que tragam algum tipo de prazer. Qualidade de vida é fundamental”.


Diferentes tipos e fases da doença

  • O estresse pode ser dividido em dois tipos diferentes: o ‘Eustress’ e o ‘Destress’;
  • O ‘Eustress’ é o estresse positivo, necessário para corresponder às suas demandas do dia a dia.
  • O ‘Destress’ é o estresse negativo, com efeito prejudicial ao desempenho pessoal, pois ultrapassa o limite necessário para a realização das atividades diárias.
  • Especialistas afirmam ainda que o estresse tem três fases: o alarme, a resistência e o esgotamento. 
  • Na fase de alarme, ele mobiliza a energia para a realização de uma ação, mas as forças do corpo não têm prejuízo.
  • A resistência é a fase em que o corpo começa a dar sintomas do estresse acima do limite. É aí que deve haver a intervenção, com mudanças no estilo de vida.
  • A terceira fase, do esgotamento, é chamada de ‘Burnout’, alusão ao fim da energia do corpo. Quando o paciente atinge esse ponto, normalmente precisa de tratamento multidisciplinar para restabelecimento físico e emocional.


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