Domingo, 15 de Setembro de 2019
Protagonismo feminino

'Consulado da Mulher' incentiva o empreendedorismo à pessoas de baixa renda

Iniciativa que transforma os sonhos de mulheres mais pobres em realidade promove, além cursos de empreendedorismo, o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino, que na sua última edição teve três iniciativas do Amazonas escolhidas entre 15 semifinalistas



1090979.jpg As donas dos melhores projetos selecionados pelo curso do Consulado da Mulher arrendam o restaurante da fábrica durante dois anos. (Divulgação)
05/06/2016 às 16:39

Emponderamento é uma palavra que nunca esteve tão em alta. Em tempos em que o Brasil discute o protagonismo feminino, a inserção no mercado de trabalho e a equidade salarial delas, emponderar significa dar voz e vez. Algumas iniciativas corporativas colaboram para mudar a realidade de muitas brasileiras, especialmente aquelas sob vulnerabilidade socio-econômica.

Um exemplo é a Consul, que desenvolve a ação social Consulado da Mulher nas regiões de Manaus, Rio Claro, São Paulo e Joinville, onde possui fábricas.

A iniciativa que transforma os sonhos de mulheres mais pobres em realidade promove, além cursos de empreendedorismo, o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino, que na sua última edição teve três iniciativas do Amazonas escolhidas entre 15 semifinalistas: Restaurante Sumimi, Associação de Mulheres Agricultoras Rurais (AMAR) e Teçume.

O primeiro é restaurante comunitário tocado por um grupo de dez mulheres na comunidade indígena Três Unidos situada à margem direita do baixo Rio Negro; o grupo AMAR é composto por oito mulheres, do assentamento Tarumã Mirim, que se dedicam a cultivar produtos de origem orgânica; e o terceiro projeto da lista é composto por sete mulheres que produzem doce de cubiu e cocada de castanha, através da agricultura familiar.

A lista dos 10 finalistas será divulgada em 29 de julho, em evento em São Paulo, e cada um  receberá R$ 10 mil, produtos da linha Consul e assessoria de negócios por dois anos. 

Mentorias

A coordenadora do Consul da Mulher em Manaus, Gielyzandra Silva, ressalta que o projeto oferece turmas de mentoria em negócios para mulheres autônomas que vivem no entorno da fábrica. A intenção é abrir uma janela de oportunidade de renda para essas pessoas, a partir da capacitação. “As mulheres, que fazem de conquistas pessoais transformações em cadeia, conseguem impactar as suas comunidades e suas famílias de forma positiva”, destaca.

A seleção é feita de forma regional, ou seja, apenas nas localidades em que a Whirlpool atua (Manaus, Rio Claro, São Paulo e Joinville). Neste caso, as mulheres se inscrevem por meio de e-mail ou Correios e não precisam estar em projetos coletivos; podem ser empreendedoras individuais. Após esta primeira etapa, elas passam por diversos treinamentos com o objetivo de estruturarem melhor as suas ideias de negócios e depois apresentá-las para uma banca especializada. 

Balanço 

 A iniciativa da marca Consul de fomento ao empreende-dorismo feminino existe há 14 anos e já ajudou mais de 34 mil pessoas. Em 2015 foram 101 empreendi-mentos assessorados, beneficiando 5.168 pessoas  que tiveram um aumento médio de 55,5% na renda. Destes, 26 foram emancipados, ganhando autonomia para continuar a desenvolver seus negócios. O investimento foi de R$ 3,3 milhões.

Gielyzandra Silva - Coordenadora 

 “É muito gratificante  quando você vê que isso impacta positivamente na vida das pessoas. O curso tem duração de um mês, com aulas duas vezes por semana. As turmas são formadas por 20 mulheres escolhidas nas comunidades ao entorno das fábricas da Consul. A metodologia é certificada pela KPMG e Banco do Brasil. Nas  aulas elas aprendem ferramentas de empreendedorismo e como montar um plano de negócios a partir da metodologia Canvas. É a oportunidade de conhecer pessoas a trocar experiências. Um caso de sucesso é a empresa Amazon Doces que nasceu com apoio do projeto e hoje já funciona com um quiosque no shopping”. Gielyzandra explica que, em 2016, os esforços da Consul estão direcionados para a área de alimentação. Antes, as áreas de lavanderia, artesanato e alimentação também eram contempladas.


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